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quarta-feira, 31 de agosto de 2011


50 doenças

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo e a segunda maior causa de morte, após a hipertensão. Atualmente, mata um em cada dez adultos. O número de mortes provocados pelo cigarro chega a 5 milhões por ano em todo o mundo. O tabagismo, doença provocada pela dependência da nicotina, causa também 50 diferentes doenças, entre elas as cardiovasculares, respiratórias e o câncer. No Brasil, o Instituto Nacional de Combate ao Câncer (INCA) estima que cerca de 200 mil mortes por câncer a cada ano são causadas pelo tabagismo. Chamam a atenção no país os dados a respeito de câncer de pulmão, de boca, de laringe e de esôfago. De acordo com levantamento divulgado pelo INCA, o câncer de pulmão está em terceiro lugar no ranking de incidência em mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama e do colo de útero. Estudos mostram que 95% dos cânceres de pulmão são desenvolvidos em pacientes com histórico de fumo.

Dados da Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, realizada entre 2006 e 2010, mostram que a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. Entre os homens, que em geral fumam mais, o número caiu de 20,2% para 17,9%, sendo, por isso, mais expressivo que entre mulheres: o índice continua estável em 12,7%. Pessoas com menor escolaridade (zero a oito anos de estudo) fumam mais, com taxa entre 18,6%, em relação às pessoas mais escolarizadas (12 anos ou mais de estudo), em que o índice de fumantes é de 10,2%. Entre os jovens estudantes de segundo grau, entre 2000 e 2009, as taxas de tabagismo diminuíram de 28% para 17,2%.

A previsão é de que, somente neste ano, o câncer de pulmão atinja 27.630 brasileiros: 17.800 homens e 9.830 mulheres. A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, da OMS, é o principal instrumento mundial de controle do tabaco. Em vigor desde 2005, é um tratado internacional pelo qual seus mais de 170 signatários se comprometem a adotar legislações restritivas e reguladoras da produção, distribuição, propaganda, preço, acesso e consumo do tabaco. A Assembleia Mundial de Saúde criou o Dia Mundial sem Tabaco em 1987 para chamar a atenção de todo o mundo para a epidemia do tabaco e seus efeitos letais.

Ômega-3 reduz a gravidade do AVC

O ômega-3 é um ácido graxo encontrado em peixes como o salmão, e diversos estudos têm mostrado seus benefícios para saúde humana. Agora, pesquisa realizada na Universite Laval, no Canadá, mostra que uma dieta rica em ômega-3 reduz a gravidade dos danos cerebrais causados por acidente vascular cerebral (AVC).

A pesquisa foi realizada com dois grupos de camundongos: um que recebeu dieta rica em ômega-3 e outro com uma dieta convencional, ao longo de três meses. Os pesquisadores observaram que os efeitos de AVC foram 25% menos graves em ratos que tinham sido alimentados com uma dieta rica em ômega-3 do que nos animais do grupo controle.

Nos camundongos do grupo que recebeu ômega-3, observou-se uma redução nas concentrações de moléculas que estimulam a inflamação do tecido e uma maior quantidade de moléculas que impedem a ativação da morte celular.

"Esta é a primeira demonstração convincente do efeito anti-inflamatório do ômega-3 no cérebro", diz Jasna Kriz, um dos autores da pesquisa. "Essa proteção resultada efeito da substituição de moléculas na membrana neuronal: o ômega-3 substitui parcialmente o ácido araquidônico, um ácido graxo ômega-6 conhecido por suas propriedades inflamatórias".

O consumo de ômega-3 cria um ambiente anti-inflamatório e neuroprotetor no cérebro que reduz os danos na sequência de um acidente vascular cerebral. "Isso evita uma resposta inflamatória aguda que, se não controlada, é prejudicial ao tecido cerebral", conclui Kriz

Fonte: UPI

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fortaleza é líder em fumantes de 15 anos ou mais

Enquanto os percentuais de fumantes na faixa etária de adultos a partir dos 20 anos vêm decaindo nos último anos no Brasil, entre o público adolescente, dos 13 aos 15 anos, esses números só crescem. Em Fortaleza não tem sido diferente. Dos 1.634 adolescentes entrevistados, exatos 776 afirmaram ter experimentado cigarros, ou seja, 47,5%, o maior percentual do Brasil. O Ceará também está em quinto lugar no Brasil em percentual de fumantes entre o público adolescente.

Os dados figuram no relatório "A situação do tabagismo no Brasil - Dados dos inquéritos do Sistema Internacional de Vigilância do Tabagismo da Organização Mundial da Saúde realizados no Brasil entre 2002 e 2009", organizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

De acordo com a pesquisa, o principal motivo é o fácil acesso a compra de cigarros por este grupo de adolescentes. A Capital cearense figura em segundo lugar no País, com maior percentual de adolescentes, ou seja 89,9%, que afirmam nunca terem sofrido impedimento para adquirir o produto.

Perigo
Para especialistas, os dados são preocupantes, tendo em vista o precoce acesso desse grupo ao fumo e as suas sequelas. Além disto, vale salientar que o Brasil dispõe da Lei Federal (n.º 8.069/1990 ) que proíbe a venda do produto para menores de 18 anos.

A publicação do Inca também aponta que, da população com 15 anos ou mais de idade fumante corrente (fuma diariamente), o Ceará está em quinto lugar, com 19,4% (engloba os que fumam esporadicamente e os que fumam diariamente) e 15,6% (fumantes diários). Chega a estar a frente de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Os tabagistas cearenses estão acima da média brasileira, que é 17,2% .

Prejuízos
O chefe do serviço de Tórax do Hospital do Câncer do Ceará, Newton Albuquerque, afirma que os males do fumo passivo (pessoa que convive com um fumante) causam severos prejuízos à saúde. Pois a fumaça do cigarro libera a adrenalina e o cortisol, hormônios causadores do estresse ao fumante passivo, aquele que aspira o ar poluído pelo cigarro.

Ele explica, ainda, que o tabagismo é a principal causa de maioria das doenças pulmonares, como a bronquite crônica, o enfisema pulmonar, o câncer de pulmão e está associado também a tumores em vários outros locais do corpo e a doenças cardiovasculares.

O câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando um aumento por ano de 2% na sua incidência mundial. Em 90% dos casos diagnosticados está associado ao consumo de derivados de tabaco.

Câncer
De acordo com dados do Inca, em 2010, foram registrados no Estado do Ceará 490 novos casos em homens com câncer na região da traqueia, brônquio e pulmão. É a segunda doença que mais mata entre os homens, perdendo somente para o câncer de próstata. Já nas mulheres, foram diagnosticados 370 novos casos da doença.

Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são a tosse e o sangramento pela via respiratória. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns para o paciente. Além disso, uma pneumonia de repetição pode, também, ser a apresentação inicial da doença.

Campanha
Os adolescentes brasileiros não têm dificuldade para comprar cigarro, apesar de o País dispor da Lei Federal (n.º 8.069/1990) que proíbe a venda do produto para menores de idade. O percentual de meninas, entre 13 e 15 anos, que já comprou cigarro chega a 52,6% e a 48,1% entre meninos em algumas capitais do Brasil.

Em virtude disto, o Ministério da Saúde (MS) lançou ontem, a campanha ´Viver bem é viver com saúde. Fique longe do cigarro´. A ação celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A preocupação com os jovens é especial, em razão de eles serem o principal alvo da indústria do tabaco, interessada em atrair novos consumidores.

As leis visam reduzir o acesso das crianças e adolescentes ao cigarro, porém é grande o número de jovens entre 13 e 15 que experimentam o produto. Nacionalmente, as meninas estão fumando mais que os meninos. Os dados do Incra preocupam especialistas e autoridades.
Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Medicamentos genéricos precisam ser mais conhecidos pela população

O Proteste, orgão de defesa do consumidor, vai sugerir ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que promovam campanhas para esclarecer profissionais de saúde e a população em geral sobre as vantagens dos medicamentos genéricos não só para o bolso como também para o tratamento médico.

Além disso, vai solicitar à Anvisa a elaboração de um programa de controle que aumente o grau de segurança desses produtos, bem como o estímulo a testes comparativos e independentes entre a versão genérica e de marca.

Estas são as principais propostas aprovadas na última terça-feira (23) no Seminário Internacional Proteste de Defesa do Consumidor, realizado em São Paulo, que teve como tema a relação entre medicamentos e consumidores no Brasil.

Segundo a coordenação do instituto, a entidade deverá mobilizar o Conselho Federal de Farmácia para que estimule a participação de profissionais certificados nas farmácias e drogarias brasileiras, garantindo maior segurança ao consumidor.

Além disso, vai pressionar o Congresso Nacional e os fóruns mundiaisi para o aperfeiçoamento da legislação brasileira sobre patentes de medicamentos, bem como incentivar campanhas que estimulem os consumidores a pedirem ao médico que prescrevam as versões genéricas dos medicamentos prescritos.

As propostas se baseiam no resultado de uma pesquisa do instituto, divulgada durante o evento. Os dados revelam que a maioria das pessoas entrevistadas confia na segurança e eficácia dos genéricos, o que não é compartilhado pelos médicos ouvidos.

Entre os consumidores ouvidos, 83% acreditam que os genéricos são tão eficazes quanto os medicamentos de referência, sendo que para 80% a segurança é idêntica. A maioria (90%) apontou facilidade na compra como uma vantagem.

Entre os médicos que responderam aos questionários, 45% alegam suspeitar que o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos rigoroso do que o dos de marca. Embora 92% afirmaram ter prescrito genérico a pedido dos pacientes ou para reduzir o custo do tratamento, para 44% deles esses medicamentos são mais vulneráveis a falsificações.

Para 30% desses profissionais, os genéricos não são tão eficazes e não são tão seguros; para 23% não são tão seguros como os de referência; 42% não têm o hábito de prescrevê-los; e, para 88%, os farmacêuticos infuenciam os consumidores a substituírem o medicamento prescrito pela versão genérica.

Esses medicamentos passaram a ser vendidos no Brasil a partir de 2000 e atualmente respondem por 21% das vendas de medicamentos no país. A taxa, considerada ainda pequena, se deve a ações dos grandes laboratórios na Justiça para prolongar o prazo de vigência das patentes das marcas de referência, o que impede a produção das versões genéricas, e também a pressões das empresas sobre os médicos.

Em sua palestra, o professor José Ruben de Alcântara Bonfim, da Faculdade de Saúde Pública da USP, lembrou que os laboratórios farmacêuticos gastam com propaganda o dobro do que é aplicado em pesquisa de novos medicamentos.

"Pesquisa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo aponta que 93% dos médicos recebem brindes e benefícios dessas empresas, como viagens", afirmou Ruben, que defendeu ações educativas sobre os genéricos. "A população sabe apenas que custa mais barato. Já ouvi gente dizendo que esses medicamentos não teriam efeitos colaterais, o que é um absurdo. Afinal, têm os mesmos efeitos colaterais que os de referência".

Ele não poupou críticas à Anvisa. Segundo o professor, a cobrança de taxas para o registro de novos medicamentos (em torno de R$ 80 mil) coloca em dúvida a independência da agência em relação aos grandes fabricantes.

Presente ao seminário, o diretor adjunto da Anvisa, Norberto Rech, defendeu a idoneidade do órgão, alegando que as taxas recebidas são transferidas diretamente para o Tesouro Nacional.

Luciano Lobo, coordenador técnico da Pró Genéricos, entidade que representa os fabricantes do setor, ressaltou que esses medicamentos poderiam ser mais baratos se não fosse a incidências de impostos, principalmente sobre as matérias primas, que geralmente são importadas.

E destacou que a entidade está negociando novas alíquotas de impostos com setores do governo estadual paulista. "Por mais irônico que seja, medicamentos veterinários são isentos de impostos, enquanto que os para tratamento humano sofrem forte carga tributária".

Fonte: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Nova técnica promete impedir que 'A. aegypti' transmita a dengue

Mosquitos infectados pela 'Wolbachia' não adquirem o vírus da dengue. Ideia foi testada na natureza com sucesso na Austrália. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveu uma técnica que pode revolucionar o combate à dengue. A equipe de cientistas descobriu que uma bactéria, a Wolbachia pipientis, impede que o mosquito Aedes aegypti adquira o vírus da dengue. Dessa forma, ele não transmite a doença.

Essa bactéria se transmite sempre da mãe para os filhos. Os cientistas infectam ovos em laboratório e, a médio e longo prazo, conseguem espalhá-la por toda uma população de mosquitos. Desta forma, o plano é soltar insetos com a Wolbachia na natureza e, como consequência, frear a transmissão da dengue.

O mecanismo já tinha sido descrito anteriormente numa pesquisa de 2009, tanto que foi listado pelo G1 entre avanços importantes da ciência contra a dengue numa reportagem de fevereiro deste ano. No entanto, os resultados publicados nesta quarta-feira (24) pela revista científica Nature trazem novidades importantes, que aperfeiçoaram a técnica.

Por que funcionou?
Luciano Moreira, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz em Belo Horizonte, que participou da pesquisa, explicou que os dois estudos foram feitos com cepas – subtipos – diferentes da bactéria.

No primeiro trabalho, a cepa wMelPop-CLA, atingiu o efeito desejado, que era barrar o vírus da dengue. No entanto, os mosquitos tiveram piora em algumas funções, e seria “um pouco problemático soltá-los na natureza”, segundo o pesquisador.

Por isso, os cientistas passaram a fazer as experiências com outro tipo da mesma bactéria Wolbachia, a cepa wMel. Desta vez, conseguiram bloquear o vírus da dengue e provocaram efeitos colaterais relativamente pequenos.

Com a nova cepa, o modelo estava pronto para ser testado na natureza. Foi o que aconteceu, e o teste deu certo. A equipe liderada por Scott O’Neill soltou na natureza mosquitos infectados e monitorou a presença da Wolbachia durante quatro meses.

Isso foi feito em duas localidades diferentes, ambas próximas a Cairns, no nordeste da Austrália, região onde a dengue existe, mas não é uma epidemia. A quantidade de mosquitos infectados beirou os 100% numa das populações e ultrapassou 80% na outra.

Tais resultados foram considerados uma prova de que o modelo pensado funciona na prática. O próximo desafio é fazer os testes em regiões nas quais a dengue é um problema de saúde pública. “Isso vai começar a ser aplicado em breve no Vietnã e na Tailândia, talvez ainda esse ano”, afirmou Moreira, que disse que ainda não há previsão para que o Brasil seja incluído no programa.

“É uma estratégia bastante promissora”, resumiu Moreira, sobre o uso da Wolbachia. “A partir do momento em que os mosquitos [que têm a bactéria] invadem a população, espera-se que haja impacto sobre a dengue nos locais”, completou o pesquisador.

Tadeu Meniconi do G1, em São Paulo

Parecer técnico da Anvisa sugere proibição de anfetamina e liberação controlada da sibutramina

O cerco aos remédios inibidores de apetite vêm se fechando desde março de 2010 no Brasil, e a Anisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda proibir tanto os anfetamíniacos quanto a sibutramina. Segundo a coluna de Mônica Bérgamo, o parecer técnico que será submetido à diretoria da Agência sugere a retirada derivados anfetamínicos do mercado (como femproporex e dietilpropiona), mas permite a comercialização controlada da sibutramina. Ainda de acordo com a coluna, o parecer será submetido à votação no dia 30 deste mês.

A sibutramina é proibida em alguns países da Europa e não pode ser vendido nos EUA já que alguns estudos indicam que ela está relacionada a problemas cardíacos. Resultados preliminares indicam um aumento de 16% no risco de derrame e ataque do coração com o uso da substância em pessoas que já apresentaram problemas cardíacos. A questão ainda não totalmente respondida é se a droga também aumentaria as chances de problemas cardiovasculares em pessoas sem este histórico.

Agora, ao receitar sibutramina, o médico teria que assinar um termo de responsabilidade. E o paciente, outro termo dizendo que recebeu todas as informações sobre os riscos do uso da substância, em especial em pacientes com cardiopatia pré-existente.

Médicos são contra proibição
O Conselho Federal de Medicina (CFM) alerta que a suspensão do comércio de inibidores de apetite no país traz riscos para o combate da obesidade além de tirar a autonomia dos médicos.

"Os médicos têm o direito de – dentro de práticas reconhecidas e segundo a legislação vigente - prescrever o tratamento adequado, em acordo com seu paciente, sendo o uso de medicação específica uma possibilidade. A confirmação da proibição pela Anvisa pode contribuir para o agravamento de quadros de saúde de pacientes com dificuldade de reduzir o peso corporal apenas com adoção de dietas e da prática de exercícios, abordagens importantes, mas nem sempre suficientes", afirma a entidade em alerta.

Nos últimos meses, as entidades médicas participaram de vários debates e reuniões sobre o assunto junto à Anvisa, mas entendem que seus argumentos têm sido desconsiderados. O CFM propõe a definição de critérios rigorosos para controle do seu comércio, como já ocorre com outras substâncias.

O que diz a Anvisa
A assessoria de imprensa da agência confirma a existência do parecer fechado este mês sobre o tema, mas afirma que não possui informações sobre ele para confirmar ou não as informações da coluna de Mônica Bergamo.

A diretoria da Anvisa deverá votar a nova regulamentação dos emagrecedores a partir desse parecer, as reuniões acontecem nas terças-feiras, mas a assessoria da agência não confirma a data.

Outras drogas para obesidade
O Orlistat (vendido sob o nome comercial Xenical ou Alli) é agora o único medicamento aprovado para combater a obesidade a longo prazo. Três drogas experimentais estão sendo analisadas pela FDA, mas até agora o comitê consultivo encarregado de revisar as pesquisas e emitir uma recomendação à Agência tem sido cético. Votou contra a aprovação do lorcaserin da Arena no mês passado e, em julho, rejeitou o Qnexa da Vivus. Outra droga, Contrave do Orexigen, será analisada pelo júri ainda este ano.

Fonte: Saúde UOL

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Lacen participa de mutirão da justiça e realiza mais 933 exames de DNA


O Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen), da rede estadual de saúde, participa das ações do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) para devolver dignidade a mais de 900 famílias que precisam da comprovocação de paternidade. O Lacen vai realizar 933 análises de DNA a partir da coleta de material genético durante o mutirão “Reconhecendo vínculos – paternidade é questão de dignidade”, que acontece até sexta-feira, 26 de agosto, no Fórum Clóvis Beviláqua. A coleta é feita nas audiências de conciliação de processos de investigação de paternidade em tramitação na Justiça. Duas equipes do Lacen realizam desde segunda-feira, 22, a coleta de material, nos casos em que não há acordo entre as partes.

Estão sendo oferecidos, também, 250 exames de DNA a pessoas que tenham interesse em confirmar paternidade, mesmo sem ação de investigação correndo na Justiça. Os interessados em realizar o exame devem fazer cadastro prévio no portal do Tribunal de Justiça do Ceará. Fora do mutirão, qualquer pessoa pode solicitar a realização de exame de DNA para investigação de paternidade. Basta procurar as varas de família, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública do Estado ou os conselhos tutelares, órgão que têm linha direta com a Lacen para o agendamento dos exames.

Desde janeiro de 2009, o Lacen realizou 7.400 exames de DNA para investigação de paternidade. A implantação do Laboratório de Biologia Molecular foi um investimento do Governo do Estado de R$ 355.708,04 na aquisição do sequenciador de DNA, acrescidos de recursos que totalizaram R$ 1 milhão na adaptação da área física e aquisição de equipamentos e insumos. Atualmente, cerca de dez coletas são feitas diariamente na unidade do Lacen em Fortaleza. As coletas também são feitas nas unidades de Juazeiro do Norte, Crato, Tauá, Senador Pompeu e Icó. O aparelho seqüenciador de DNA do Lacen tem capacidade de realizar até 400 exames por mês.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tratamento de Aids para crianças é ampliado

O Ministério da Saúde incluiu novos tratamentos para as crianças que possuem o vírus HIV no país. O anuncio foi feito nesta segunda-feira(22). As novas medidas devem começar a valer na próxima semana e incluir um novo medicamento que deve ser distribuído pela Sistema Único de Saúde (SUS) as crianças e adolescentes. O tipranavir é uma droga moderna e indicada para os vírus mais resistentes e indicado para casos aonde os antirretrovirais não conseguem ter a eficácia desejada.

“Além de ampliar a qualidade de vida dessa população e proporcionar melhor adesão ao tratamento contra a doença, a medida atualiza o consenso pediátrico atual” explicou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Dirceu Greco. Também passam a integrar o novo esquema outras formular das medicações utilizadas com esses pacientes.

Agora, o Ministério da Saúde passa a oferecer 13 medicamentos diferentes para crianças e adolescentes que são portadoras da doença. Segundo dados do ministério, o Brasil possui 2.006 crianças com idade abaixo de 13 anos em tratamento. Atualmente, apenas 186 fazem o tratamento com o tipranavir. O orçamento para que todos os pacientes recebem os novos antirretrovirais é de R$ 846,7 milhões.

Anteriormente, o tipranavir era utilizado apenas em adultos e crianças que não conseguiam fazer a evolução desejada do controle da Aids. Já os menos de 5 anos e crianças com baixo peso não possuíam o acesso a este tipo de remédio.
Fonte: Noticias BR

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Carne vermelha pode aumentar risco de diabetes tipo 2

Com o verão chegando, o clima de praia e aquele churrasquinho no fim de semana são tudo de bom. No entanto, isso pode não ser uma boa coisa para a saúde, segundo um novo estudo publicado no periódico especializado American Journal of Clinical Nutrition, que acredita que o consumo de carne vermelha e processada - como cachorros-quentes, hambúrgueres e costelas de porco - é associado com um risco maior de diabetes tipo 2.

Pesquisadores da Universidade de Harvard analisaram dados de 200 mil homens e mulheres. Eles também realizaram uma análise mais ampla, que incluiu dados de outros estudos publicados anteriormente, num total de 442.101 participantes, 28.228 dos quais desenvolveram diabetes tipo 2 durante o período do estudo.

Após o ajuste para fatores de risco que contribuem para o diabetes tipo 2, como idade, peso, hábitos de exercício físico, tabagismo, predisposições genéticas e outros fatores dietéticos, os pesquisadores descobriram uma forte associação entre comer carne vermelha, carne processada particularmente, e o risco de diabetes tipo 2.

Entre as descobertas:
- Cada porção de carne processada, incluindo cachorros-quentes, bacon, salame e outros frios, representou um aumento de 51% no risco de diabetes
- A porção de carne vermelha, como hambúrguer, bife de porco ou cordeiro, foi associado a um aumento de 19% no risco de diabetes
- Substituir uma porção de carnes vermelhas ou processadas por opções saudáveis, como nozes, cereais integrais e com baixo teor de gordura, foi responsável por uma redução de 16% a 35% no risco de diabetes

Os pesquisadores ainda não têm certeza exatamente porquê a carne vermelha pode contribuir para o risco de diabetes, mas o autor da pesquisa, Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia em Harvard, acredita que a hipótese de que a grande quantidade de ferro em carnes vermelhas poderia ser responsável.

“Ferro ajuda a prevenir a anemia, mas a dieta ocidental contém uma sobrecarga de ferro. Altos níveis de ferro no organismo também têm sido associados com diabetes tipo 2”, disse.
Fonte: Jornal O Dia

Doenças crônicas representam 72% das mortes no Brasil

Durante o Fórum Nacional de Ratificação dos Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis, realizado nesta quinta e sexta-feira (19), foi divulgado que os óbitos causados pelas doenças crônicas representam 72% da totalidade de mortes por ano.

Para tentar reverter estes números, o ministro da Saúde Alexandre Padilha, apresentou o Plano de Ações para o Enfretamento de Doenças Crônicas não transmissíveis. Com um plano destinado especificamente para o combate a essas doenças, a meta é que por ano o índice diminua pelo menos 2%.

As principais doenças que causam esses óbitos são os diversos tipos de diabetes, doenças cardiovasculares, hepatites e câncer. Segundo dados do Ministério da Saúde, as mortes prematuras (vítimas com ate 70 anos) atingem a 255 pessoas em um grupo de 100 mil habitantes. Nos próximos anos, os planos do Ministério pretendem reduzir o numero a 196 pessoas.

O ministro da Saúde informou que o plano ainda não tem um orçamento próprios, já que foi criado com a união de programas que já existiam no país. “Desde abril, reuniões foram feitas com diversos setores da sociedade para debater propostas para o plano”, comentou Padilha. Com o plano, o acesso a medicamentos, terapia, e atividades físicas deve ser ampliados como uma maneira de fazer a redução de alguns fatores de risco nas doenças crônicas.
Fonte: NoticiasBR

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Governo reduzirá preços de frutas e elevará o de cigarros e bebidas


A redução do preço das frutas e hortaliças e o aumento das taxas incidentes sobre as bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco são duas das ações que o Governo Federal pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas chamadas DCNT (doenças crônicas não transmissíveis).

O conjunto de medidas anunciado nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde pretende reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por enfermidades como AVC (acidente vascular cerebral), câncer, diabetes e infarto.

No Brasil, a taxa de mortalidade por DCNT é de 255 a cada grupo de 100 mil habitantes. Com a proposta, espera-se chegar à taxa de 196 por 100 mil brasileiros até 2011.

"A colaboração de todos os setores sociais é essencial para o enfrentamento dessas doenças: indústria, escola e, principalmente, o papel das famílias é primordial, pois estamos falando de hábitos de vida, que incluem alimentação saudável e execícios físicos", destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Prato equilibrado e saudável
O estilo de vida com consumo abusivo de álcool, alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta o risco de a pessoa ter uma DCNT. Então, para estimular a ingestão de frutas, verduras e legumes, o governo prevê reduzir impostos e taxas destes produtos, para facilitar o acesso a eles, já que o preço é um empecilho.

"Defendemos incentivos fiscais e tributários para os alimentos saudáveis", disse Padilha à Agência Brasil, sem detalhar como será a adoção das medidas fiscais.

Outra medida é limitar a presença de sal, gordura e açúcar em alimentos processados. Acordo de abril com a indústria alimentícia já prevê a diminuição gradativa do sódio (sal).

Neste semestre, o ministério vai discutir com o setor a diminuição da gordura total. "É reduzir o sal que se vê no saleiro e o oculto nos alimentos", explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Taxação
Por outro lado, o Governo vai aumentar os impostos sobre produtos de tabaco e álcool, para desestimular o consumo deles. A ideia é alcançar um percentual de adultos fumantes de 9% até 2022; no final dos anos 1980, ela era de 34,8% e, atualmente, é de 15%.

No início deste mês, uma Medida Provisória determinou o aumento da carga tributária dos cigarros de 60% para 81%. Além disso, acrescenta Padilha, já existem projetos no Congresso Nacional que preveem o aumento dos impostos também para as bebidas alcoólicas, produto cujo consumo tem crescido no País.

Outras propostas são acabar com os fumódromos e intensificar a fiscalização na venda de álcool para menores de 18 anos de idade.

Estímulo ao exercício
No caso das atividades físicas, outro foco do plano do Ministério da Saúde, o governo aposta no Programa Academia da Saúde, com a instalação de 4 mil equipamentos esportivos em espaços públicos até 2014.

O objetivo é que 22% da população faça exercícios físicos na hora do lazer. "Fazer atividades físicas, às vezes, não é uma escolha para o indivíduo. É a falta de opção", afirma Padilha.

DCNT em números
Dados de 2009 do Sistema de Informação de Mortalidade mostram que as DCNT concentram 72% do total de óbitos, percentual que representa mais de 742 mil mortes por ano.

As que mais matam são as doenças cardiovasculares (31,3%), o câncer (16,2%), as doenças respiratórias crônicas (5,8%) e o diabetes mellitus (5,2%).

"Essas doenças provocam impacto anual de 1% no PIB do Brasil e de 2% no PIB da América Latina, segunda estimativas da Opas. Isso porque as doenças levam à redução de produtividade no trabalho, afetando a renda familiar", destaca o ministro.
Fonte: Correio do Estado

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Gravidez inibe Câncer de Mama

Os hormônios produzidos durante a gravidez reduzem o risco do desenvolvimento do câncer de mama.

Um estudo feito com ratas expostas a agentes cancerígenos procurou determinar se esta exposição, juntamente com a administração de hormônios da gravidez, levava a produção de alfa-fetoproteína (AFP), causando um efeito protetor.

Com resultado positivo, o estudo mostrou que o tratamento com a progesterona, o estrógeno, o estrógeno sozinho ou gonadotrofina coriônica reduziu as chances do câncer de mama nos ratos.

Os pesquisadores notaram também que cada um dos tratamentos elevou o nível de ADP no sangue, inibindo diretamente o crescimento das células de câncer de mama em cultivos, o que indica que tais hormônios da gravidez previnem a doença.

A pesquisa, foi feita por Herbert Jacobson, pesquisador no Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York.

De acordo com Jacobson, tais hormônios induzem a AFP que poderia ser um agente bem tolerado para o tratamento e a prevenção do câncer de mama.

A AFP é uma proteína, produzida pelo fígado e pela vesícula vitelina, que envolve e nutre o feto no inicio da gestação.

Segundo Powel Brown, editor da publicação da Associação Americana para a Prevenção do Câncer, os pesquisadores não mostraram diretamente a atividade preventiva do câncer da AFP, porém encontraram uma associação destes hormônios para a prevenção dos tumores de mama.

Vacina contra a Aids a caminho

Uma nova descoberta científica abriu caminho para a busca de uma vacina contra a Aids. Cientistas do Instituto de Pesquisas Scripps, em La Jolla, Califórnia (EUA), identificaram 17 anticorpos ‘poderosos’, que podem neutralizar o vírus HIV no organismo.

As novas células de defesa, “amplamente neutralizantes”, são mais eficazes do que as identificadas anteriormente, afirmaram os cientistas em artigo na revista britânica ‘Nature’. Os 17 anticorpos foram isolados de quatro indivíduos soropositivos, num feito classificado pela comunidade científica internacional como parecido com “procurar agulha em um palheiro”, já que apenas número muito pequeno de pessoas produzem as poderosas moléculas.

“A maior parte das vacinas antivirais depende do estímulo às respostas dos anticorpos para funcionar”, explicou o pesquisador Dennis Burton. “Por causa da variabilidade do HIV, uma vacina eficaz provavelmente teria que ativar anticorpos amplamente neutralizantes. É por isso que esperamos que estes novos anticorpos provem ser aquisições valiosas nas pesquisas para a vacina da Aids”, disse.
Fonte: O Dia Online

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Chá verde protege os olhos contra o glaucoma e outras doenças

Olho no chá
Cientistas confirmaram que as substâncias saudáveis encontradas no chá verde - famoso por suas propriedades antioxidantes e de combate a diversas doenças - podem penetrar nos tecidos do olho.

O novo estudo, o primeiro a documentar como o cristalino, a retina e outros tecidos oculares absorvem essas substâncias, levanta a possibilidade de que o chá verde possa proteger contra o glaucoma e outras doenças oculares.

Catequinas
Chi Pui Pang e seus colegas da Universidade de Hong Kong destacam que as chamadas catequinas do chá verde estão entre um grupo de antioxidantes que se acredita serem capazes de proteger os olhos.

Catequinas são polifenóis, normalmente chamadas de "flavonoides do chá" devido à sua potente ação antioxidante.

No mesmo grupo de antioxidantes com indícios de proteger os olhos estão a vitamina C, a vitamina E, a luteína e a zeaxantina.

Chá verde para os olhos
Até agora, porém, ninguém sabia se as catequinas do chá verde realmente passavam incólumes pelo estômago e pelo trato gastrointestinal para circularem pelo organismo até atingir os tecidos do olho.

Pang e seus colegas eliminaram essa incerteza em experimentos com ratos de laboratório que ingeriam chá verde.

A análise dos tecidos oculares dos animais mostrou, acima de qualquer dúvida, que as estruturas do olho absorveram grandes quantidades de catequinas individuais.

A retina, por exemplo, absorveu os mais altos níveis de galocatequina, enquanto o humor aquoso tendeu a absorver a epigalocatequina.

Proteção contra o estresse oxidativo
Os efeitos das catequinas do chá verde na redução do estresse oxidativo prejudicial nos olhos duraram até 20 horas.

"Nossos resultados indicam que consumo de chá verde pode beneficiar o olho contra o estresse oxidativo", conclui, taxativo, o estudo.
Fonte: Redação do Diário da Saúde

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cafeína protege contra câncer de pele, indica estudo

A cafeína possui muitas virtudes contra os cânceres de pele, indica um estudo realizado com cobaias e publicado nesta segunda-feira, que explica o mecanismo protetor em nível molecular.

Os cientistas, entre eles Masaoki Kawasumi da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de Washington, em Seattle, principal autor da pesquisa, modificaram ratos geneticamente para reduzir a função da proteína ATR (Telangiectasie d'ataxie, Rad3) em sua pele.

A ATR desempenha um papel significativo na multiplicação das células da pele danificadas por raios ultravioleta do sol.

Estudos precedentes já haviam demonstrado que a cafeína inibia a ATR. Neutralizada, acarretaria a destruição dessas mesmas células.

Com a ação da proteína ATR fortemente reduzida entre os ratos geneticamente modificados expostos a raios ultravioleta, os tumores de pele se desenvolveram três semanas mais tarde que entre os outros roedores do grupo que serviu de cobaia.

Após 19 semanas de exposição aos raios ultravioleta, os ratos geneticamente modificados tinham 69% menos tumores de pele e quatro vezes menos cânceres agressivos que os demais, segundo os autores dos trabalhos publicados on-line na revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

A persistência da irradiação acabou por danificar as células da pele dos ratos geneticamente modificados após 34 semanas.

Os resultados indicam que os efeitos protetores da cafeína contra os raios ultravioletas, já documentados em estudos precedentes, explicam-se provavelmente pela neutralização da proteína ATR durante o estágio pré-câncer, antes que o tumor da pele se desenvolva totalmente, destacam os cientistas.

Segundo eles, aplicações de cafeína na pele poderiam contribuir para impedir o aparecimento de cânceres. Além disso, a cafeína absorve os raios ultravioleta, agindo como um protetor solar.

O câncer de pele é o mais frequente nos Estados Unidos, com mais de um milhão de novos casos diagnosticados anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

A maior parte não é constituída de melanomas --a forma mais grave-- sendo com muita frequência curável, se o diagnóstico for realizado mais cedo.

Fonte: Correio do Estado(FRANCE PRESSE)

Nem todos os obesos precisam emagrecer, conclui estudo canadense

Indivíduos obesos podem viver tanto quanto os magros e ser menos propensos de morrer de doenças cardiovasculares, conclui um estudo da Universidade de York, em Toronto, Canadá.

A pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Applied Physiology, Nutrition and Metabolism, analisou 6 mil americanos obesos durante 16 anos, comparando o risco de mortalidade deles com o de pessoas dentro do peso.

Segundo a autora Jennifer Kuk, professora assistente da Faculdade de Cinesiologia (área que estuda o movimento) e Ciências da Saúde de York, a descoberta desafia a ideia de que todos os obesos precisam emagrecer.

Na visão da pesquisadora e equipe, tentar perder peso – e falhar – pode ser ainda mais prejudicial do que ficar em um patamar elevado e manter um estilo de vida saudável, com exercícios físicos e dieta balanceada, que inclua frutas e verduras.

O levantamento revelou também que pessoas obesas que não tinham (ou tinham leves) prejuízos físicos, psicológicos e fisiológicos apresentavam um maior peso corporal ao chegar à idade adulta, eram mais felizes com isso e tentaram emagrecer com menor frequência durante a vida. Além disso, eram mais propensas a ser fisicamente ativas e manter uma alimentação equilibrada.

Nova classificação
Para identificar quem deve perder peso, o trabalho usou uma ferramenta recém-desenvolvida na Universidade de Alberta, também no Canadá, chamada de Sistema de Classificação de Obesidade de Edmonton. O método teria se mostrado mais preciso que o tradicional índice de massa corporal (IMC).

A técnica é inspirada em testes que classificam a extensão e a gravidade de outras doenças, como câncer, transtornos mentais e problemas cardíacos. Ela apresenta cinco estágios de obesidade, com base nas duas medições mais usadas: o IMC e a relação cintura-quadril.
O novo sistema considera, ainda, medidas clínicas que refletem as condições médicas do paciente, muitas vezes causadas ou agravadas pela obesidade (como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos).

Repercussão
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, afirma que "a pesquisa comprova o que já se sabia, ao mostrar que a simples perda de peso não aumenta a sobrevida em pacientes cardiovasculares".

Segundo ele, além de implicações cardíacas, o excesso de gordura pode provocar problemas articulares e de refluxo, por exemplo. "O percentual de obesos saudáveis é de 3% a 4% dessa população", aponta.

A endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), destaca que nem todo paciente obeso carrega consigo doenças futuras, como hipertensão, colesterol alto, diabetes, infarto, derrame e trombose.

Na opinião da médica, também não se deve “neurotizar” o emagrecimento, que depende do resultado de exames, do histórico familiar e do IMC do paciente. "Se o indivíduo for obeso mórbido, com IMC acima de 40, pode ter comprometimentos ortopédicos e de movimentos. Tarefas simples como subir escadas, amarrar o sapato e se abaixar se tornam difíceis", diz.

Mas, caso os testes laboratoriais estejam normais, a comida seja variada, com poucas calorias, e a pessoa não beba nem fume, o excesso de peso pode não ser uma preocupação tão grande quanto a de obesos com histórico familiar e outros fatores de risco, ressalta Claudia.

Ela concorda com a parte da pesquisa que sustenta que o efeito sanfona é mais prejudicial do que se manter acima do peso. “É melhor você ficar gordinho e quieto, se os exames estiverem bons, do que nesse ioiô, que muda a composição corporal”, afirma. Isso porque, ao emagrecer, a pessoa perde músculos e gordura e, ao engordar novamente, acrescenta apenas gordura ao organismo. “E aí fica cada vez mais difícil perder esse acúmulo”, explica.

De acordo com o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas e ex-presidente da Abeso, se o indivíduo não tiver problemas metabólicos, cardiovasculares e outros comprometimentos, como apneia do sono, pode ser saudável mesmo acima do peso. Mas é importante sempre passar por uma avaliação médica.

Fonte: (Luna D'Alama) do G1

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Diagnóstico de AVC é negligenciado no público feminino

Reconhecimento dos sintomas na mulher é falho. Deficiência do atendimento é um problema mundial, revelam especialistas

Fator de risco involuntário e imutável, o envelhecimento da população é o primeiro fator a elevar as chances de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Estima-se que no Brasil, segundo o banco de dados do Ministério da Saúde, a cada cinco minutos um brasileiro morra por conta do problema.

Quando não mata, na grande maioria dos casos, incapacita. Segundo pesquisa feita no Hospital São Paulo, 80% dos pacientes que sofreram um AVC não voltam ao trabalho. As sequelas são graves e inviabilizam a qualidade de vida não apenas dos pacientes.

“Se não provoca o óbito do paciente, as limitações matam a vida dos familiares. A maioria dos parentes prefere que o ente querido morra a ter uma vida vegetativa após o incidente”, relata Alexandre Pieri, neurologista vascular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A gravidade da doença, entretanto, além de pouco conhecida, é negligenciada no atendimento de saúde, seja ele público ou privado – dentro e fora do País. A falha passa a ser ainda mais agravante no público feminino, garantem os especialistas.

“É um comportamento similar ao ocorrido com o infarto. O reconhecimento do sintoma da doença já não é imediato, independente do sexo. No público feminino, é um problema ainda maior. Os profissionais não as vêem como alvo do problema e retardam o controle, o tratamento.”

Elas vivem mais

A cada década vivida, o risco para o AVC passa a ser dobrado. A incidência em homens ainda é prevalente, mas após os 80 anos o comportamento do risco inverte. As mulheres assumem o posto de público alvo. Além da alta expectativa de vida desse grupo, a deficiência hormonal de tal etapa influencia no comportamento do AVC.

A genética dobra a chances de Acidade Vascular Cerebral, mas sozinha, não é capaz de internar 170 mil pacientes por hora no Brasil. A prevenção é premissa no controle e requer a manutenção das tradicionais recomendações dos cardiologistas: atividade física, alimentação saudável e controle do colesterol e da diabetes.

Clichês em todos os consultórios médicos, a obesidade, o álcool e o tabaco – este último, responsável por elevar em 600% o risco – o trio bombástico para o coração, também são gatilhos para o AVC.

“Não há recorte de idade para manter uma vida regrada e distante dos fatores de risco opcionais. A doença é mais incidente no público idoso, mas não significa que os jovens estejam blindados”, endossa Dalmo Moreira, eletrofisiologista do Instituto Dante Pazzanese.

Sem ritmo
A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca, e responsável por quintuplicar as chances de AVC. Associada aos demais comportamentos de risco, a matemática é ainda mais certeira.

“É acumulativo: 50% dos pacientes que tiveram um AVC em consequência da fibrilação morrem em um ano. A cada seis derrames, um foi provocado por arritimia.”

O especialista ainda alerta que tal descompasso do coração pode ser silencioso e assintomático. Muitas vezes, a pessoa sente um desconforto, a pulsação irregular, mas quando procura atendimento médico, não consegue comprovar o diagnóstico.

“Checar a pulsação diariamente é uma medida de controle e prevenção, mas é por meio do eletrocardiograma, ou o uso do holter que o profissional conseguirá uma espécie de raio x da frequencia do coração.”

Ficar atento a sintomas como fadiga, cansaço, palpitação, dor no peito, desmaios súbitos e até mesmo o ronco – a apneia do sono é um dos gatilhos para a fibrilação –, ou excesso de atividade física (nível competitivo) também podem minimizar os graves impactos da doença.

Fonte: oriobranco.net

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Iguatu realiza segunda etapa da vacinação contra Poliomielite neste sábado (13/08)

Dia 13 de agosto será realizada no município de Iguatu e em todo o país a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo. Crianças de dois a seis meses recebem o primeiro reforço. Porém, todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas doses no dia 13, durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.

Segundo a Coordenadora de Atenção Básica do Município, Dra. Lana Carina, Iguatu tem uma população de crianças menores de 05 anos equivalente a 7.795 crianças. A meta é vacinar, no mínimo, 95% que corresponde a 7.405 crianças.

As vacinas serão distribuídas em 25 postos, espalhados por todo o município, na zona urbana e rural. O horário de atendimento será das 08h às 17:00h. Para que o Brasil continue na condição de país certificado internacionalmente para erradicação da poliomielite, é preciso que todas as crianças menores de 05 (cinco) anos sejam vacinadas. A primeira etapa foi realizada em 18 de junho e atingiu 100% do público-alvo.

A Poliomielite, ou Paralisia Infantil é uma doença grave causada por um vírus que entra no corpo da criança pela boca e é transmitida de uma pessoa para outra com facilidade. O vírus sai do corpo da pessoa doente principalmente pelas fezes e quando ela tosse, espirra ou fala.

Sarampo
No próximo dia 13, as crianças que forem receber as duas gotinhas contra a pólio também serão vacinadas contra o sarampo. Neste caso, a idade do público a ser vacinado contra o sarampo vai de 1 ano até menores de 7 anos (6 anos, 11 meses e 29 dias), mesmo que a criança já tenha tomado esta vacina anteriormente. O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são: febre, tosse seca, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite.

O Secretário da Saúde do Município de Iguatu, Dr. Joab Soares de Lima, destacou a importância de todos os pais levarem os seus filhos para tomarem as doses de vacinas. “As vacinas contra pólio e sarampo são oferecidas gratuitamente pelo SUS e estão disponíveis durante todo o ano, nos postos de saúde, para a imunização de rotina. Eu e o nosso prefeito Agenor Neto temos tido uma constante vigilancia com os pequeninos e, portanto é fundamental leva-los às campanhas de vacinação, porque elas reforçam a proteção da saúde de todos eles”, finalizou.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Entrega de Protetores Solar e Palestra para os Agentes de Endemias.

A Secretaria de Saúde tem feito um trabalho árduo para o combate a Dengue no município de Iguatu. Visando facilitar o trabalho dos agentes de endemias foi que o Secretário de Saúde Dr. Joab Soares juntamente com o Prefeito Agenor Neto adquiriram protetores solares dando melhores condições de trabalho a esses profissionais por conta nessa época do ano (agosto a dezembro) a incidencia dos raios do sol estarem bastantes intensos.












Por ocasião do momento da entrega dos protetores, o Dr. Ernani Bezerra juntamente com a Dra. Eudenia estiveram reunidos com todos os agentes e tiveram uma palestra motivadora onde destacou-se a importancia do trabalho de cada agente, bem como os cuidados pessoais de cada um ao usar o protetor recebido para proteger a pele dos raios do sol.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Venda de alimentos para lactentes é monitorada em supermercados.



A Secretaria da Saúde do Estado realiza nesta terça e quarta-feira, 9 e 10 de agosto, visitas educativas a supermercados e unidades de saúde para o monitoramento da Norma Brasileira de \comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Mamadeiras, Chupetas e Protetores de Mamilo (NBCAL). Na terça-feira, a partir das 13h30min, serão visitados os supermercados Carrefour da Avenida Barão de Studart, Frangolândia da Rua Frei Mansueto, Pão de Açúcar Náutico e Bom Preço da Avenida Washington Soares. Na quarta-feira, a partir das 8h30min, as visitas acontecerão no Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, e Hospitais Distritais Gonzaga Mota (Gonzaguinhas) de Messejana, José Walter e Barra do Ceará.

As visitas fazem parte do Curso sobre Normas Brasileiras de Comercialização de Alimentos para Lactentes que está capacitando 30 técnicos da Sesa, das vigilâncias sanitárias do Estado e dos municípios de Fortaleza, Maracanaú e Barbalha. A NBCAL e a Lei 11.265, de 2006, formam a legislação brasileira específica para proteger o aleitamento materno. Baseada no Código Internacional de Mercadização de Substitutos do Leite Materno, recomendado pela Organização Mundial de Saúde, a NBCAL é um conjunto de normas que regula a promoção comercial e a rotulagem de alimentos e produtos destinados a recém-nascidos e crianças de até 3 anos de idade, como leites, papinhas, chupetas e mamadeiras. O seu objetivo é assegurar o uso apropriado desses produtos de forma que não haja interferência na prática do aleitamento materno.

O leite materno é um dos principais responsáveis pela redução da mortalidade infantil no Ceará. Indicadores da Sesa revelam que na proporção em que o índice de aleitamento aumenta cai a Taxa de Mortalidade Infantil. Em 1999 o índice de aleitamento no Estado era de 55,6% e em 2009 subiu para 71,1%. Isso significa que de cada 100 crianças com até quatro meses de vida 76 são alimentadas somente do leite materno. Nesse mesmo período, de 99 a 2009, a Taxa de Mortalidade Infantil foi reduzida de 28,7 para 15,3. Ou seja, de cada mil nascidas vivas 15,3 morrem antes de completar um ano de vida.

O aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos no mundo. Os bebês até os seis meses não precisam de chás, sucos ou outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.

Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir consideravelmente a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida – nos países em desenvolvimento. De acordo com o Unicef, no Brasil, do total de mortes de crianças com menos de 1 ano, 65,6% ocorrem no período neonatal e 49,4% na primeira semana de vida. O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mães. Auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. A amamentação fortalece ainda o vínculo afetivo entre mãe e filho.

O leite materno contém todas as proteínas, açúcares, gorduras e vitaminas que o bebê necessita para ser saudável e protege ainda de doenças como otites, alergias, vômitos, diarréia, pneumonias, bronquiolites e meningites. Melhora ainda o desenvolvimento mental do bebê, da formação da boca e do alinhamento dos dentes, além de ser mais facilmente digerido do que o leite em pó.

Sesa lança dia 11 o livro “Pesquisa para o SUS Ceará”


A Secretaria da Saúde do Estado lança nesta quinta-feira, 11 de agosto, às 15h30min, no auditório Waldir Arcoverde, Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema, o segundo volume da coletânea “Pesquisa para o SUS Ceará”. A publicação, que reúne produções científicas, contém 15 artigos sobre os resultados de projetos de pesquisa fomentados pelo Edital 2 do projeto Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: Gestão compartilhada em Saúde (PPSUS). Entre os artigos estão incluídos "Idoso e saúde no Ceará: condições de acesso e qualidade de vida" e "Fatores de risco para situações de acidentes em crianças e violência contra a mulher no contexto familiar".

Criado em 2004, o "Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde" é realizado a partir da publicação de editais bienais e envolve parcerias. No âmbito federal, o CNPq. Em nível estadual, a parceria é com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), o agente executor do PPSUS, que junto com Sesa gerencia os editais para seleção de projetos de pesquisa.

Contribuir para a redução das desigualdades regionais na área da ciência e tecnologia em saúde, fortalecer a capacidade de gestão da política científica e tecnológica em saúde nos estados da federação e descentralizar recursos em busca de equidade e respeito às vocações regionais são os objetivos principais do PPSUS. Por meio do PPSUS, cada estado da federação lança, a cada dois anos, editais que contemplam diversas áreas temáticas de acordo com as necessidades estaduais.

Para seleção de projetos relevantes para o Sistema Único de Saúde, são publicados editais em consonância com as Oficinas de Prioridades realizadas nos estados. Essas oficinas, que buscam atender a demandas em saúde e fomentar pesquisas em sintonia com a necessidade da população em cada região, utilizam instrumentos como a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde e a Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde.

Modalidade de fomento com característica de gestão compartilhada, o PPSUS promove a integração de instâncias estaduais de saúde e de ciência e tecnologia, ampliando o desenvolvimento científico e tecnológico em saúde.

O Ceará destinou, no biênio 2009-2010, R$ 5 milhões para pesquisa e inovação na área da saúde, com o lançamento do PPSUS III. A parceria entre o Ministério da Saúde, a Secretaria da Saúde do Estado e a Funcap acontece desde 2002, quando foi lançado o projeto Gestão Compartilhada em Ciência e Tecnologia em Saúde. Foram apoiados 28 projetos apresentados por pesquisadores do estado do Ceará. Em 2004, foi lançado o Projeto PPSUS I, que aprovou 29 propostas de pesquisadores cearenses.

Fumar logo após acordar aumenta risco de câncer

Fumantes que acendem o cigarro logo após acordar enfrentam maior risco de câncer de boca, cabeça e pescoço do que aqueles que esperam algumas horas para fumar, sugere um novo estudo.

A pesquisa foi publicada na edição online desta segunda feira (08/08) do Jornal do Câncer e deve ser publicada na versão impressa na próxima semana.

“Estes fumantes têm níveis mais altos de nicotina e outras toxinas do tabaco no corpo e, provavelmente, são mais viciados do que os fumantes que esperam meia hora ou mais para fumar após despertar”, afirma Joshua Muscat, do Colégio de Medicina do Estado da Pensilvânia (EUA).

“Provavelmente é uma combinação entre genética e características pessoais que causa esta intensa dependência de nicotina.”

No estudo, os pesquisadores compararam 4.775 pacientes com câncer de pulmão com 2.825 pessoas fumantes, mas sem câncer diagnosticado.

Os resultados mostram que quem fumou entre 31 e 60 minutos após acordar tinha risco 1,3 maior de desenvolver câncer do que aqueles que esperavam mais de uma hora para acender o cigarro. Enquanto isso, aqueles que não esperavam nem meia hora para fumar tiveram 1,79 mais risco de desenvolver neoplasia maligna no pulmão. Pulmão de um fumante (figura).

Em uma análise separada, os pesquisadores compararam 1.055 pessoas com câncer de cabeça e pescoço com 795 pessoas sem a doença, sendo os dois grupos eram tabagistas. Da mesma forma que os portadores de câncer de pulmão, quem fumava entre 31 e 60 minutos após acordar tinha 1,42 mais risco de ter tumores cancerígenos comparado com quem esperava até uma hora para fumar.

Os achados sugerem que a decisão de acender o cigarro imediatamente após acordar acrescenta nestes fumantes um risco maior de câncer, conclui o estudo. Com este resultado, estes fumantes seriam beneficiados com programas específicos para diminuir este tipo de comportamento durante as manhãs.
Com informações do Portal IG

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Atenção ao colesterol

Por: Renato Gomes

Apontado como um dos principais causadores de mortes por doenças cardiovasculares no mundo, o colesterol tem sido alvo de diversas campanhas do Ministério da Saúde, na tentativa de diminuir as estatísticas negativas registradas no País. Estima-se que mais de 25% da população brasileira esteja com os níveis de LDL, conhecido como mau colesterol, acima do tolerado.

É fácil entender os motivos de números tão ruins quando listamos os principais vilões, como a má alimentação, o sedentarismo, o estresse e a herança genética. Para se ter ideia, estudo divulgado pelo IBGE revelou que 82% da população do País come gordura acima do recomendado; 61% abusam do açúcar e 70% estão exagerando no sal; todas elas substâncias que aumentam os níveis de LDL e são nocivas à saúde do coração.

A situação fica ainda pior quando pensamos no descaso em torno do problema. Por ser uma doença silenciosa, normalmente as pessoas acabam não dando a devida atenção. Pesquisa realizada por médicos do Conselho Latino-Americano de Cuidados Cardiovasculares constatou que 50% dos adultos entrevistados nunca fizeram um exame de colesterol sequer.

Em tempo de comemorar o Dia Nacional de Controle do Colesterol, neste 8 de agosto, é preciso relembrar a responsabilidade de cada um para reverter o cenário atual. O primeiro e principal passo está na conscientização das pessoas sobre a prevenção primária, que envolve a mudança de hábitos cotidianos, como evitar doces e frituras, consumir legumes, verduras e frutas diariamente, dar preferência aos alimentos integrais e sem gordura, consumir sal com moderação e ingerir líquidos, entre outros. Além disso, também é indispensável a prática de atividade física.

Assim, garantimos não só a saúde do nosso coração, como a possibilidade de uma vida longa e saudável.

Renato Gomes é chefe da Divisão de Cardioterapia Intensiva e Diagnóstica do Instituto Nacional de Cardiologia
Fonte: O Dia(online)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pacientes com câncer admitem abuso excessivo de álcool

Pesquisa aponta que 11% do grupo atendido assumem ter consumido ou ainda consumir exageradamente bebidas alcoólicas.

Com base em levantamento 26,1 mil pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp, entre agosto de 2008 e fevereiro deste ano, 2,8 mil pacientes que admitiram o consumo abusivo de bebidas alcoólicas.

“O álcool é um fator de risco para uma série de tumores, entre eles os de boca, laringe, garganta, esôfago, pâncreas e fígado. Alguns deles, como o de fígado, estão relacionados ao álcool por causa da cirrose. Nos tumores de cabeça e pescoço, a questão é que o álcool potencializa o efeito tóxico do tabaco”, explicou o médico Gilberto Castro, oncologista do Icesp. Na pesquisa, 36% desenvolveram tumores na região da garganta e da boca e o médico alerta, é fundamental que o álcool e o cigarro sejam evitados, mesmo em pequenas quantidades.

O perfil concluído pelo levantamento é de que 6% dos que assumiram essa postura são jovens com até 39 anos e o vício é maior em homens, representando 18% dos 12,5 mil pacientes do sexo masculino, contra 4% entre as 13,6 mil mulheres investigadas.

Com informações de Agência Brasil

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Má alimentação deixa adolescentes doentes mais cedo, diz pesquisa

As Adolescentes estão comendo menos de três porcões de frutas e legumes todos os dias, o que favorece o surgimento de problemas de saúde.

Outro fator importante é o de que as jovens também estão evitando carnes, privando-se de nutrientes essenciais como ferro. Com este desequilíbrio nutricional, os jovens acabam enfrentando doenças mais comuns na vida adulta, como câncer, doenças cardíacas, derrames e diabetes. De acordo com o relatório, apenas uma em casa treze adolescentes come a quantidade indicada de frutas e legumes e quase metade não come ferro o suficiente, nutriente que ajuda a combater infecções.

Por outro lado, as dietas das jovens costumam ser ricas em gorduras saturadas, o que aumenta dramaticamente, o nível de colesterol, o que pode provocar derrames e ataques cardíacos.
Segundo outra pesquisa realizada com mais de dois mil adultos e crianças, os meninos costumam comer mais frutas e legumes do que as meninas. Especialistas alertam que a ditadura da beleza que exige magreza das mulheres pode colaborar para este cenário de má alimentação, já que as meninas tendem a ignorar a merenda escolar e refeições em família para ficarem mais magras e, por causa disso, acabam privando-se do consumo de carnes e vegetais. Porém, quando ficam com fome mais tarde, elas tendem a recorrer a alimentos calóricos como batatas fritas e chocolates.

Outras pesquisas realizadas no país apresentaram dados ainda mais alarmantes, como o fato de uma em cada sete meninas considerarem o fato de tomar pilulas de emagrecimento e uma a cada vinte admitirem o uso de laxantes para perder peso.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Iguatu comemora a semana do Aleitamento Materno

A Prefeitura Municipal de Iguatu, através da Secretaria Municipal de Saúde, comemora de 01 a 07 de agosto a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Nesta segunda-feira, 01, no auditório do Hospital Regional, foi realizada uma reunião com várias gestantes que fazem acompanhamento do pré-natal nos postos de Saúde da Família, e contou com a presença da enfermeira Dra. Lúcia Vanda Teixeira de Freitas, que ministrou palestra explicando em detalhes a importância do aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida do bebê.

"A cada ano, o município tem progredido e melhorado na promoção do aleitamento e diminuição do desmame precoce, e isso traz grandes vantagens, pois o leite materno oferece imunidade, fazendo com que as nossas crianças não adoeçam", afirmou. Lúcia Vanda afirma que durante esta semana, a intenção é de promover algumas palestras intersetoriais, envolvendo as demais secretarias municipais, e funcionários do setor da saúde.

O Secretário de Saúde, Dr. Joab Soares, tem destacado a importância do engajamento social para que o aleitamento materno seja praticado com mais freqüência pelas mulheres. “O envolvimento de toda a família e da sociedade é muito importante para que a mãe se dedique ao seu bebê. Esse período é essencial, tanto para estreitar os laços de amor e carinho como também para ajudar no desenvolvimento saudável do bebê. Por isso, a mãe precisa do apoio da família para que essa fase não seja interrompida”, destaca, lembrando que o aprimoramento do aleitamento materno, foi de fundamental importância para que o município de Iguatu conseguisse reduzir de forma drástica os índices da mortalidade infantil, que em 2010 atingiu a marca de 8,6 por mil nascidos vivos, números só comparados a países de primeiro mundo.

No Brasil, a semana acontece desde 1992. Conta com a adesão de 120 países e tem o apoio da Fundação das Nações Unidas para a Infância, Organização Mundial de Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. O objeto geral das semanas de aleitamento materno é fortalecer a conscientização da população sobre a importância da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida do bebê.

Fonte: Iguatu Noticias

13 de agosto é dia da segunda dose da vacina contra paralisia infantil


O Ceará, na primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a paralisia infantil encerrada no último dia 15, superou a meta de imunizar 656.547 crianças com até 5 anos. Vacinou 661.306 crianças, atingindo cobertura de 100,71%. Foi a maior cobertura desde 2006 -ver série histórica abaixo. A Secretaria da Saúde do Estado quer repetir o sucesso na segunda etapa da vacinação deste ano, que já será lançada em 13 de agosto, dia de mobilização nacional. E avisa: mesmo quem tomou a primeira dose deve ser vacinado.

Para intensificar a mobilização e esclarecer gestores e profissionais de saúde sobre a importância da vacinação na proteção à saúde das crianças, a Sesa elaborou uma nota técnica. Na nota, a Secretaria lembra aos gestores municipais que é preciso garantir horários de atendimento pelas equipes de vacinação, de acordo com as necessidades de quem deve ser vacinado, inclusive nas localidades de difícil acesso - Leia nota na íntegra. Para a segunda dose da vacina, os pais terão, em todo o Estado, 1.769 postos fixos e 20.000 postos volantes.

A estrutura da campanha do Zé Gotinha, personagem que puxa o sucesso das coberturas vacinais, é enorme. São 10.000 veículos e 30.000 profissionais envolvidos no compromisso de proteger as crianças contra a poliomielite. Desde 1999 nenhum caso é registrado no Ceará, mas para afastar de vez o fantasma da doença é necessário prevenir, através da vacina. Nos postos também estarão disponíveis vacinas contra o tétano, hepatite B e rotavírus.

SÉRIE HISTÓRICA – COBERTURAS VACINAIS

Ano 1º etapa 2º etapa

2006 99,12% 100,51%

2007 93,94% 94,53%

2008 98,06% 94,82%

2009 97,20% 99,55%

2010 94,68% 96,70%

2011 100,71%

Brasil registrou mais de 20 mil mortes por hepatite em dez anos

O Brasil registrou, de 2000 a 2010, 20.771 mortes causadas por hepatites virais, dos tipo A, B, C, D e E e causas associadas.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (28), Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais. No mesmo período, 307.446 pessoas adquiriram a doença no país.

O maior número de óbitos ocorreu devido a hepatite C, com registro de 14.873 mortes nos últimos 10 anos. Em seguida, vem o tipo B (4.978), tipo A (608), tipo D (264) e tipo E (48).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da cerimônia que divulgou um boletim epidemiológico da doença. Ele disse que o principal desafio dos portadores é lidar com o preconceito.

Se esta é uma doença é silenciosa, vamos aproveitar para dar um grito, que é contra o preconceito. A pior doença que uma pessoa pode ter é o preconceito.

De 1999 a 2009, a taxa de incidência hepatite B no país cresceu de 0,5 para 5,6. Ao contrário do tipo mais leve, a do tipo A, essa doença atinge principalmente a região Sudeste (36%), seguido do Sul (31%).

Os brasileiros entre 20 e 49 anos de idade correspondem a 72% do total de 104.454 infectados. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que, à medida que a população fica mais velha, maiores são as chances de se descobrir a doença.

Quanto mais nós subimos na faixa etária, temos pessoas jovens que se expuseram ao risco na faixa de 20 e poucos anos e só descobriram a doença depois, por volta dos 40.

O estudo do ministério mostrou que a transmissão sexual da hepatite B é 10 vezes maior na população jovem, entre 20 e 39 anos.

Nesse sentido, duas grandes estratégias devem ser adotadas: estímulo às práticas sexuais seguras, redução da vulnerabilidade e acesso à informação.

Barbosa explicou que a hepatite pode ser uma doença silenciosa, que só apresenta sintomas após vários anos do contágio. O secretário afirmou ainda que uma das principais formas de se evitar a hepatite B é a imunização.

Se nós conseguirmos alta cobertura de vacinas contra hepatite B é possível pensarmos, a longo prazo, em interromper a transmissão dessa doença no futuro.

Neste ano, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que o governo estendeu a faixa etária da vacina até 24 anos. Em 2012, segundo a pasta, será oferecida também a jovens de até 29 anos.

Essa expansão vai ajudar grande parte das gestantes e assim poder proteger cada vez mais. É importante também mobilizar a população. Mesmo expandindo este ano para 24 anos, tivemos baixa procura dos jovens.
Hepatite A

Quase 40% do total de casos de hepatite no país são do tipo A, sendo a maior parte deles presente nas regiões Nordeste (31%) e Norte (22%). Em 2009, a menor taxa de incidência por 100 mil habitantes ocorreu no Estado de São Paulo (0,7), e a maior, em Roraima (58,8).

As crianças menores de 13 anos foram as principais vítimas de 2000 a 2010: 68%. Segundo o estudo feito pelo ministério, a taxa de incidência da hepatite A diminuiu a partir de 2006, quando de registrou 9,1 casos por cada 100 mil habitantes. De lá para cá, o número vem caindo e chegou, no ano passado, a 3,1.

Padilha disse que o Ministério da Saúde estuda expandir a faixa etária de vacinação da hepatite A, que atualmente não tem o mesmo perfil de alguns anos atrás, quando havia menos acesso a saneamento e água tratada.

Como o Brasil mudou tanto,a forma como a hepatite A se apresenta é diferente e vai exigir que nós tenhamos formas diferentes de prevenção. Hoje nós temos crianças e jovens que não tiveram contato com a hepatite A e que, mais tarde, quando tiverem, podem ter algo mais grave.
Hepatite C

Os casos de hepatite C, de 1999 a 2010, foram mais frequentes entre os homens, que somaram 60%, ou 42.342 casos. Enquanto o país registrou, em 2009, 5,3 casos para cada 100 mil habitantes, a região Sudeste apresentou incidência de 8,3 e a Sul, de 7,4.

O secretário, Jader Barbosa, alerta para o número de casos ocultos da doença.

Essa é apenas a ponta do ice Berg, uma vez que muitas pessoas têm a doença e não sabem.

Fonte: R7
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