terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Gravidez precoce aumenta risco de cegueira infantil
Mesmo diminuindo, os índices de gravidez na adolescência ainda merecem atenção da saúde pública. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18,2% das mães brasileiras têm entre 15 e 19 anos. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto explica que a gravidez precoce, ou seja, em menores de 18 anos, é um fator de risco para o parto prematuro.Para Queiroz Neto, a gravidez nessa faixa estaria esta associada à sobrevida de 80% dos bebês prematuros e esta fazendo a retinopatia da prematuridade crescer no país.
A doença, caracterizada pelo desenvolvimento desordenado dos vasos da retina que pode provocar falhas na circulação, hemorragia e o descolamento da retina, representa a segunda causa de cegueira entre as crianças brasileiras. A estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é de que no Brasil ocorrem 30 mil novos casos ao ano. Entre bebês prematuros, 30% são atingidos pela retinopatia e 8% desses ficam cegos.
Segundo o médico, isso acontece porque nos bebês prematuros a retina não se encontra completamente vascularizada e pronta para entrar em contato com o ambiente externo. Crianças com peso inferior a 1,5 quilo ou nascidos antes da 36ª semana de gestação.
Para evitar a perda da visão, ele destaca que deve ser feito um exame de fundo de olho, no máximo, até a sexta semana do nascimento, ou seja, ainda na UTI neonatal. A doença ainda pode causar alterações nos olhos que podem exigir o uso de correção visual e procedimentos cirúrgicos. As principais são: alto grau de vício refrativo (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), estrabismo, ambliopia e visão subnormal.
Fonte: Press-release LDC Comunicação
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sábado, 15 de outubro de 2011
Suplementos vitamínicos podem aumentar risco de morte
Os estudiosos analisaram dados de mais de 38 mil mulheres (em uma média de idade de 62 anos) que participavam de um estudo sobre saúde feminina desde 1986. Foram coletados dados sobre o consumo de vitaminas dessas mulheres dos anos de 1986, 1997 e 2004.
De acordo com a análise feita pelo estudo, as mulheres que consumiam os suplementos de vitaminas tinham chances 2,4% maiores de morrerem no período de 19 anos durante o qual o estudo foi feito, quando comparadas a mulheres que não tomavam suplementos. Os pesquisadores ajustaram seus resultados a fatores como idade da mulher e dieta.
Uma possível explicação para esse fato seria que o uso prolongado de quantidades altas da maioria dos compostos poderia prejudicar o organismo, podendo até mesmo se acumular no corpo.
“O nosso estudo, assim como outros estudos semelhantes, dá muito pouca evidência de que os suplementos alimentares comumente utilizados poderiam ajudar na prevenção de doenças crônicas”, explica o pesquisador Jaakko Mursu. “Nós aconselharíamos as pessoas a reconsiderarem se elas precisam tomar os suplementos, e ao invés disso colocar mais ênfase em uma dieta saúdavel”, completa.
A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Internal Medicine.
Fonte: Live Science
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Bom colesterol reduz risco de ataque cardíaco e diabetes
Lipoproteínas de alta densidade, conhecidas como HDL ou “bom colesterol”, podem ajudar na redução do risco de ataque cardíaco e de diabetes, dizem pesquisadores da Kaiser Permanente Center for Health Research, nos Estados Unidos.A equipe liderada por Gregory Nichols analisarou pacientes com diabetes – que são os mais propensos a desenvolverem doenças cardiovasculares – com fatores de risco a 87%.
O estudo envolveu 30.067 pacientes que se trataram no Kaiser Permanente Center entre 2001 e 2006. Os pacientes tiveram pelo menos duas medições HDL entre seis e 24 meses de intervalo. Os resultados mostraram que 61% deles não apresentaram alterações significativas nos níveis de HDL. Em 22% esses aumentaram em 6,5 miligramas por decilitro de sangue, e em 17% dos pacientes os níveis de HDL diminuíram.
Publicado no The American Journal of Cardiology, o estudo mostrou que nos pacientes em que os níveis de HDL aumentaram 8% o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC) eram menores. Já em pacientes cujos níveis de HDL diminuíram, o risco para esses problemas foi 11% maior. Os pesquisadores acompanharam os pacientes por até oito anos.
Fonte: UPI
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Alzheimer pode ser uma doença transmissível
O Alzheimer pode ser uma doença transmissível? De acordo com um novo estudo, sim. Pesquisadores da Universidade do Texas afirmam que em alguns casos do Mal de Alzheimer, a condição pode ter se desenvolvido a partir de um processo infeccioso, de forma parecida com o desenvolvimento da encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como a doença da vaca louca.Os pesquisadores injetaram tecido de cérebro humano de pacientes sofrendo de Alzheimer em ratos de laboratório. Esses animais acabaram desenvolvendo danos cerebrais semelhantes aos causados pela doença. Com o tempo, esse dano se espalhou por todo o cérebro dos ratos. Os animais que receberam injeções de tecidos saudáveis não apresentaram os mesmos problemas.
“O mecanismo subjacente do Mal de Alzheimer é muito semelhante ao das doenças do príon”, explica o pesquisador Claudio Soto. Os príons são agentes que pode se tornar patogênicos, causando doenças crônicas que levam à degeneração do sistema nervoso central. “(O mecanismo) envolve um proteína normal que se deformou, e é capaz de se espalhar ao transformar proteínas boas em ruins. As proteínas ruins se acumulam no cérebro, formando depósitos de placas que acredita-se que matam neurônios no Alzheimer”, completa o cientista.
Os resultados encontrados na pesquisa ainda são muito preliminares, e os pesquisadores não sabem se o que aconteceu com os ratos aconteceria da mesma forma em humanos. Além disso, a contaminação dos animais aconteceu em um ambiente controlado e em condições artificiais, que provavelmente não aconteceriam na realidade. O próximo passo para os pesquisadores é descobrir se a transmissão poderia ocorrer em situações mais naturais. A pesquisa foi publicada no dia 4 de outubro no periódico Molecular Psychiatry.
Fonte: Live Science
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Seres humanos ainda estão em processo evolutivo
De acordo com uma nova pesquisa, os seres humanos, assim como outros organismos vivendo no planeta Terra, ainda estão em processo de evolução, se transformando para se adaptarem melhor às mudanças ambientais.Pesquisadores da Universidade de Quebec (Canadá) analisaram dados de 30 famílias que se mudaram para uma ilha perto da cidade entre os anos de 1720 e 1773. Os cientistas recolheram dados guardados por uma igreja local e avaliaram informações sobre mulheres que haviam se casado entre os anos de 1799 e 1940, comparando suas características culturais, econômicas, sociais e vendo também quando elas tinham gerado o primeiro filho.
Os resultados da análise mostraram que durante um período de 140 anos, a idade em que as mulheres tiveram seus primogênitos caiu de 26 para 22 anos. De acordo com os cientistas, esse fato pode ser explicado por variações genéticas na população da ilha, e não por fatores como mudanças no comportamento social dos habitantes.
“Nós pensamos, tradicionalmente, que as mudanças na população humana são principalmente culturais, o que é o porquê de uma hipótese não genética receber prioridade sobre uma hipótese genética ou evolutiva, havendo ou não dados para suportá-la”, afirma o pesquisador Emmanuel Milot. “Nós temos dados que nós analisamos do ponto de vista genético e do não genético, e nós descobrimos que os fatores genéticos são mais fortes”, completa.
Os pesquisadores afirmam que a menor idade da mulher no nascimento do primogênito seria um sinal da ação da seleção natural. A mudança de idade pode incluir diferenças de fertilidade, idade da menarca e até mesmo traços de personalidade hereditários que incentivariam a mulher a engravidar mais cedo.
Períodico:Proceedings of the National Academy of Sciences.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Asma: um desafio para a saúde pública
A asma é uma doença grave que, se não tratada corretamente, leva à redução da qualidade de vida e pode acarretar em morte. Estudo publicado no European Respiratory Journal, a revista cientifica da Sociedade Europeia de Doenças Respiratórias (ERS), questiona os motivos da doença ainda matar tantas pessoas, e levar outras tantas à hospitalização, sendo que existem inúmeras possibilidades de tratamento para ela.Doenças crônicas, grupo no qual se encaixa a asma, além de provocarem sofrimento para os pacientes, representam um ônus econômico significativo para as sociedades e sistemas de saúde, especialmente em países em desenvolvimento.
No Brasil, a asma é a terceira maior causa de hospitalização pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com quase 400 mil internações ao ano. De acordo com o dr. Paulo Camargos, membro do Comitê Executivo da Desafio de Asma GINA (GINA Asthma Challenge) no Brasil, o GINA tem o objetivo de reduzir as internações por asma em 50% nos próximos cinco anos.
Apesar de parecer um objetivo de pouca probabilidade de alcance, o médico explica que ele é baseado em experiências realizadas em alguns municípios brasileiros, cujos resultados dos programas de manejo da asma demonstraram ser possível alcançá-lo no SUS.
Para tal, Camargos prevê a necessidade de planejamento coordenado e implantação de medidas simples, porém eficazes, para reduzir os números da asma. “Já está comprovado que a melhor maneira de conseguir o controle da asma, ao lado da terapia medicamentosa, é a educação. Este, portanto, é o ponto de partida para alcançarmos este objetivo no tempo proposto, no Brasil”, explica dr. Rafael Stelmach, presidente-eleito da GINA Brasil.
Fonte: Press- release, Acontece Comunicação
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Batatas roxas ajudam a controlar pressão arterial
A batata-roxa, por vezes desprezada nos supermercados, pode ser uma arma contra pressão alta. Segundo pesquisadores da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, pessoas que comem duas porções diárias de batata roxa cozida podem ter sua pressão arterial diminuída em até 4% em um mês.Joe Vinson, um dos autores da pesquisa, explica que a redução da pressão arterial é provavelmente devido à alta concentração de antioxidantes batatas. Os antioxidantes protegem o corpo de "radicais livres", moléculas que podem danificar as células saudáveis.
“Ao ouvir a palavra batata, as pessoas logo a associam a outras, como carboidratos, calorias vazias e ganho de peso. Na realidade, quando não é frita e é preparada sem alimentos gordurosos, como manteiga ou margarina, uma batata tem apenas 110 calorias e dezenas de fitoquímicos saudáveis, além de vitaminas”, diz Vinson.
O estudo envolveu 18 pessoas com sobrepeso e pressão arterial elevada, que foram divididos em dois grupos: um que comeu de seis a oito batatas roxas do tamanho de bolas de golfe cozidas com pele e outro que não comeu as batatas. Os resultados mostraram que, ao fim de quatro semanas, os participantes do grupo que ingeriu a batata roxa tiveram a pressão arterial diminuída em até 4%.
“Esperamos que nossa pesquisa ajude a desmistificar a batata como sendo um alimento que contribui apenas para o ganho de peso e que essa passe a ser vista como um alimento rico em valor nutricional", finaliza o pesquisador.
Fonte: UPI
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Ministério da Saúde lança diretrizes para o controle de doenças cardiovasculares
No dia 30 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Coração, e médicos utilizam a data para conscientizar a população quanto às diversas condições que podem prejudicar o coração e o bem estar do organismo.No Brasil, doenças coronárias são a segunda maior causa de mortes, sendo que o infarte tem o maior índice de mortalidade. Esse problema causou a morte de 76.359 brasileiros em 2009. Em 2009, os infartos causaram 6.371 mortes apenas em Minas Gerais.
Devido às estatísticas alarmantes e ao risco que as doenças coronárias oferecem, o Ministério da Saúde lançou em setembro um pacote de medidas que ficará disponível para consula pública até o dia 18 de outubro. O objetivo é que as mortes de infarto no Sistema Único de Saúde (SUS) sejam reduzidas de 15% para 5%. Outras medidas que serão tomadas pelo governo são a melhoria de atendimento nas regiões onde existe uma maior ocorrência de doenças coronárias, criação de novos leitos, oferta gratuita de dois medicamentos, mais verba para a realização de angioplastia primária e a instalação de tele-eletrocardiogramas nas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Mesmo com os esforços do Ministério da Saúde, a prevenção continua sendo a melhor forma de combate contra as doenças do coração. É preciso que ocorram mudanças de hábito dentro da casa do brasileiro, que deve evitar o sedentarismo e tentar se manter ativo ao longo do dia, reduzindo o tempo que passa sentado em frente à televisão ou o computador. Outro ponto importante é a alimentação. A pessoa deve reduzir ao máximo a quantidade de gordura ingerida e controlar o peso. Para os fumantes, a prática de exercícios e uma alimentação balanceada não oferecem os mesmos benefícios. Para lutar contra os males do coração, é absolutamente necessário que a pessoa abandone o tabagismo.
Mesmo para quem segue as diretrizes do Ministério da Saúde, o controle médico é imprescindível. As pessoas não devem esperar pelo surgimento de sintomas para procurar um cardiologista. O ideal é que o profissional seja consultado regularmente.
Fonte: Estado de Minas
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Qualidade de vida e saúde bucal na terceira idade
Já é sabido por toda a sociedade que está ocorrendo o aumento da população idosa. Nos últimos 50 anos ocorreu um grande avanço tecnológico e novas descobertas que buscam desesperadamente maneiras de prolongar a vida das pessoas e propiciar uma melhor qualidade de vida.O crescimento da população idosa no Brasil, tem acarretado um grande impacto, devido à falta de planejamento, de medidas assistenciais, de formação e capacitação do material humano necessário. Somado a esses fatores, grande parte de nossos idosos apresenta, além dos problemas de saúde, problemas sócio-econômicos.
Mas o que tem a ver tudo isto com a saúde bucal ? Tem tudo a ver, pois a saúde bucal depende de vários fatores, como por exemplo de políticas públicas adequadas, de investimentos em programas de saúde direcionados à terceira idade, etc.
E investir na saúde na terceira idade, assim como em outras fases da vida, é de extrema importância, pois a saúde bucal melhora a saúde geral, assim como a estética agradável mantém a auto-estima e o bom desempenho social.
Dentro de políticas sociais, a prevenção deve ser um direito de todos e na terceira idade é fundamental no que se refere a qualidade de vida. E qualidade de vida significa, além de ter uma qualidade de saúde bucal, ter também qualidade de saúde geral, qualidade de vida social, qualidade de relacionamentos, qualidade material, qualidade espiritual, e outras, até chegarmos à qualidade total, como o objetivo maior de toda a sociedade na modernidade.
O principal objetivo da prevenção em todas as áreas ligadas à medicina é melhorar a qualidade de vida e proporcionar um envelhecimento saudável. E envelhecer com saúde, disposição e qualidade de vida, estão envolvidos aspectos não só biológicos, mas também psicológicos, econômicos, sociais. A boca é um dos elementos que merecem atenção no processo de envelhecimento, porque é por meio dela que podemos expressar, através do sorriso, nossos sentimentos de alegria, de sedução. Os dentes irão representar um papel fundamental nesse aspecto. Um idoso que tem bons dentes, que tem uma boa mastigação, tem uma melhor qualidade de vida do que um idoso que apresenta muitas cáries, devido ter uma higienização incorreta, e acaba comprometendo sua saúde como todo.
A promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal, devem estar inseridas na rotina de todas as instituições, e em especial naquelas dos indivíduos da terceira idade, uma vez que a condição bucal em última instância influencia diretamente a qualidade de vida, por definir sua capacidade de mastigação, nutrição, fonética e de socialização. E por isto, é importante que o idoso seja orientado em relação a vários aspectos de sua saúde, como por exemplo, saber qual a melhor dieta, saber cuidar dos dentes e gengivas, saber realizar um auto-exame na boca para ver se tem anormalidades, etc. Enfim, realizar a prevenção na terceira idade é fundamental para ter saúde bucal e qualidade de vida em todos os sentidos.
Fonte; Marco Tulio P. Pereira (Cirurgião-dentista)
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