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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Carne vermelha pode aumentar risco de diabetes tipo 2

Com o verão chegando, o clima de praia e aquele churrasquinho no fim de semana são tudo de bom. No entanto, isso pode não ser uma boa coisa para a saúde, segundo um novo estudo publicado no periódico especializado American Journal of Clinical Nutrition, que acredita que o consumo de carne vermelha e processada - como cachorros-quentes, hambúrgueres e costelas de porco - é associado com um risco maior de diabetes tipo 2.

Pesquisadores da Universidade de Harvard analisaram dados de 200 mil homens e mulheres. Eles também realizaram uma análise mais ampla, que incluiu dados de outros estudos publicados anteriormente, num total de 442.101 participantes, 28.228 dos quais desenvolveram diabetes tipo 2 durante o período do estudo.

Após o ajuste para fatores de risco que contribuem para o diabetes tipo 2, como idade, peso, hábitos de exercício físico, tabagismo, predisposições genéticas e outros fatores dietéticos, os pesquisadores descobriram uma forte associação entre comer carne vermelha, carne processada particularmente, e o risco de diabetes tipo 2.

Entre as descobertas:
- Cada porção de carne processada, incluindo cachorros-quentes, bacon, salame e outros frios, representou um aumento de 51% no risco de diabetes
- A porção de carne vermelha, como hambúrguer, bife de porco ou cordeiro, foi associado a um aumento de 19% no risco de diabetes
- Substituir uma porção de carnes vermelhas ou processadas por opções saudáveis, como nozes, cereais integrais e com baixo teor de gordura, foi responsável por uma redução de 16% a 35% no risco de diabetes

Os pesquisadores ainda não têm certeza exatamente porquê a carne vermelha pode contribuir para o risco de diabetes, mas o autor da pesquisa, Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia em Harvard, acredita que a hipótese de que a grande quantidade de ferro em carnes vermelhas poderia ser responsável.

“Ferro ajuda a prevenir a anemia, mas a dieta ocidental contém uma sobrecarga de ferro. Altos níveis de ferro no organismo também têm sido associados com diabetes tipo 2”, disse.
Fonte: Jornal O Dia

Doenças crônicas representam 72% das mortes no Brasil

Durante o Fórum Nacional de Ratificação dos Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis, realizado nesta quinta e sexta-feira (19), foi divulgado que os óbitos causados pelas doenças crônicas representam 72% da totalidade de mortes por ano.

Para tentar reverter estes números, o ministro da Saúde Alexandre Padilha, apresentou o Plano de Ações para o Enfretamento de Doenças Crônicas não transmissíveis. Com um plano destinado especificamente para o combate a essas doenças, a meta é que por ano o índice diminua pelo menos 2%.

As principais doenças que causam esses óbitos são os diversos tipos de diabetes, doenças cardiovasculares, hepatites e câncer. Segundo dados do Ministério da Saúde, as mortes prematuras (vítimas com ate 70 anos) atingem a 255 pessoas em um grupo de 100 mil habitantes. Nos próximos anos, os planos do Ministério pretendem reduzir o numero a 196 pessoas.

O ministro da Saúde informou que o plano ainda não tem um orçamento próprios, já que foi criado com a união de programas que já existiam no país. “Desde abril, reuniões foram feitas com diversos setores da sociedade para debater propostas para o plano”, comentou Padilha. Com o plano, o acesso a medicamentos, terapia, e atividades físicas deve ser ampliados como uma maneira de fazer a redução de alguns fatores de risco nas doenças crônicas.
Fonte: NoticiasBR

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Governo reduzirá preços de frutas e elevará o de cigarros e bebidas


A redução do preço das frutas e hortaliças e o aumento das taxas incidentes sobre as bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco são duas das ações que o Governo Federal pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas chamadas DCNT (doenças crônicas não transmissíveis).

O conjunto de medidas anunciado nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde pretende reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por enfermidades como AVC (acidente vascular cerebral), câncer, diabetes e infarto.

No Brasil, a taxa de mortalidade por DCNT é de 255 a cada grupo de 100 mil habitantes. Com a proposta, espera-se chegar à taxa de 196 por 100 mil brasileiros até 2011.

"A colaboração de todos os setores sociais é essencial para o enfrentamento dessas doenças: indústria, escola e, principalmente, o papel das famílias é primordial, pois estamos falando de hábitos de vida, que incluem alimentação saudável e execícios físicos", destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Prato equilibrado e saudável
O estilo de vida com consumo abusivo de álcool, alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta o risco de a pessoa ter uma DCNT. Então, para estimular a ingestão de frutas, verduras e legumes, o governo prevê reduzir impostos e taxas destes produtos, para facilitar o acesso a eles, já que o preço é um empecilho.

"Defendemos incentivos fiscais e tributários para os alimentos saudáveis", disse Padilha à Agência Brasil, sem detalhar como será a adoção das medidas fiscais.

Outra medida é limitar a presença de sal, gordura e açúcar em alimentos processados. Acordo de abril com a indústria alimentícia já prevê a diminuição gradativa do sódio (sal).

Neste semestre, o ministério vai discutir com o setor a diminuição da gordura total. "É reduzir o sal que se vê no saleiro e o oculto nos alimentos", explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Taxação
Por outro lado, o Governo vai aumentar os impostos sobre produtos de tabaco e álcool, para desestimular o consumo deles. A ideia é alcançar um percentual de adultos fumantes de 9% até 2022; no final dos anos 1980, ela era de 34,8% e, atualmente, é de 15%.

No início deste mês, uma Medida Provisória determinou o aumento da carga tributária dos cigarros de 60% para 81%. Além disso, acrescenta Padilha, já existem projetos no Congresso Nacional que preveem o aumento dos impostos também para as bebidas alcoólicas, produto cujo consumo tem crescido no País.

Outras propostas são acabar com os fumódromos e intensificar a fiscalização na venda de álcool para menores de 18 anos de idade.

Estímulo ao exercício
No caso das atividades físicas, outro foco do plano do Ministério da Saúde, o governo aposta no Programa Academia da Saúde, com a instalação de 4 mil equipamentos esportivos em espaços públicos até 2014.

O objetivo é que 22% da população faça exercícios físicos na hora do lazer. "Fazer atividades físicas, às vezes, não é uma escolha para o indivíduo. É a falta de opção", afirma Padilha.

DCNT em números
Dados de 2009 do Sistema de Informação de Mortalidade mostram que as DCNT concentram 72% do total de óbitos, percentual que representa mais de 742 mil mortes por ano.

As que mais matam são as doenças cardiovasculares (31,3%), o câncer (16,2%), as doenças respiratórias crônicas (5,8%) e o diabetes mellitus (5,2%).

"Essas doenças provocam impacto anual de 1% no PIB do Brasil e de 2% no PIB da América Latina, segunda estimativas da Opas. Isso porque as doenças levam à redução de produtividade no trabalho, afetando a renda familiar", destaca o ministro.
Fonte: Correio do Estado

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Gravidez inibe Câncer de Mama

Os hormônios produzidos durante a gravidez reduzem o risco do desenvolvimento do câncer de mama.

Um estudo feito com ratas expostas a agentes cancerígenos procurou determinar se esta exposição, juntamente com a administração de hormônios da gravidez, levava a produção de alfa-fetoproteína (AFP), causando um efeito protetor.

Com resultado positivo, o estudo mostrou que o tratamento com a progesterona, o estrógeno, o estrógeno sozinho ou gonadotrofina coriônica reduziu as chances do câncer de mama nos ratos.

Os pesquisadores notaram também que cada um dos tratamentos elevou o nível de ADP no sangue, inibindo diretamente o crescimento das células de câncer de mama em cultivos, o que indica que tais hormônios da gravidez previnem a doença.

A pesquisa, foi feita por Herbert Jacobson, pesquisador no Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York.

De acordo com Jacobson, tais hormônios induzem a AFP que poderia ser um agente bem tolerado para o tratamento e a prevenção do câncer de mama.

A AFP é uma proteína, produzida pelo fígado e pela vesícula vitelina, que envolve e nutre o feto no inicio da gestação.

Segundo Powel Brown, editor da publicação da Associação Americana para a Prevenção do Câncer, os pesquisadores não mostraram diretamente a atividade preventiva do câncer da AFP, porém encontraram uma associação destes hormônios para a prevenção dos tumores de mama.

Vacina contra a Aids a caminho

Uma nova descoberta científica abriu caminho para a busca de uma vacina contra a Aids. Cientistas do Instituto de Pesquisas Scripps, em La Jolla, Califórnia (EUA), identificaram 17 anticorpos ‘poderosos’, que podem neutralizar o vírus HIV no organismo.

As novas células de defesa, “amplamente neutralizantes”, são mais eficazes do que as identificadas anteriormente, afirmaram os cientistas em artigo na revista britânica ‘Nature’. Os 17 anticorpos foram isolados de quatro indivíduos soropositivos, num feito classificado pela comunidade científica internacional como parecido com “procurar agulha em um palheiro”, já que apenas número muito pequeno de pessoas produzem as poderosas moléculas.

“A maior parte das vacinas antivirais depende do estímulo às respostas dos anticorpos para funcionar”, explicou o pesquisador Dennis Burton. “Por causa da variabilidade do HIV, uma vacina eficaz provavelmente teria que ativar anticorpos amplamente neutralizantes. É por isso que esperamos que estes novos anticorpos provem ser aquisições valiosas nas pesquisas para a vacina da Aids”, disse.
Fonte: O Dia Online

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Chá verde protege os olhos contra o glaucoma e outras doenças

Olho no chá
Cientistas confirmaram que as substâncias saudáveis encontradas no chá verde - famoso por suas propriedades antioxidantes e de combate a diversas doenças - podem penetrar nos tecidos do olho.

O novo estudo, o primeiro a documentar como o cristalino, a retina e outros tecidos oculares absorvem essas substâncias, levanta a possibilidade de que o chá verde possa proteger contra o glaucoma e outras doenças oculares.

Catequinas
Chi Pui Pang e seus colegas da Universidade de Hong Kong destacam que as chamadas catequinas do chá verde estão entre um grupo de antioxidantes que se acredita serem capazes de proteger os olhos.

Catequinas são polifenóis, normalmente chamadas de "flavonoides do chá" devido à sua potente ação antioxidante.

No mesmo grupo de antioxidantes com indícios de proteger os olhos estão a vitamina C, a vitamina E, a luteína e a zeaxantina.

Chá verde para os olhos
Até agora, porém, ninguém sabia se as catequinas do chá verde realmente passavam incólumes pelo estômago e pelo trato gastrointestinal para circularem pelo organismo até atingir os tecidos do olho.

Pang e seus colegas eliminaram essa incerteza em experimentos com ratos de laboratório que ingeriam chá verde.

A análise dos tecidos oculares dos animais mostrou, acima de qualquer dúvida, que as estruturas do olho absorveram grandes quantidades de catequinas individuais.

A retina, por exemplo, absorveu os mais altos níveis de galocatequina, enquanto o humor aquoso tendeu a absorver a epigalocatequina.

Proteção contra o estresse oxidativo
Os efeitos das catequinas do chá verde na redução do estresse oxidativo prejudicial nos olhos duraram até 20 horas.

"Nossos resultados indicam que consumo de chá verde pode beneficiar o olho contra o estresse oxidativo", conclui, taxativo, o estudo.
Fonte: Redação do Diário da Saúde

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cafeína protege contra câncer de pele, indica estudo

A cafeína possui muitas virtudes contra os cânceres de pele, indica um estudo realizado com cobaias e publicado nesta segunda-feira, que explica o mecanismo protetor em nível molecular.

Os cientistas, entre eles Masaoki Kawasumi da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de Washington, em Seattle, principal autor da pesquisa, modificaram ratos geneticamente para reduzir a função da proteína ATR (Telangiectasie d'ataxie, Rad3) em sua pele.

A ATR desempenha um papel significativo na multiplicação das células da pele danificadas por raios ultravioleta do sol.

Estudos precedentes já haviam demonstrado que a cafeína inibia a ATR. Neutralizada, acarretaria a destruição dessas mesmas células.

Com a ação da proteína ATR fortemente reduzida entre os ratos geneticamente modificados expostos a raios ultravioleta, os tumores de pele se desenvolveram três semanas mais tarde que entre os outros roedores do grupo que serviu de cobaia.

Após 19 semanas de exposição aos raios ultravioleta, os ratos geneticamente modificados tinham 69% menos tumores de pele e quatro vezes menos cânceres agressivos que os demais, segundo os autores dos trabalhos publicados on-line na revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

A persistência da irradiação acabou por danificar as células da pele dos ratos geneticamente modificados após 34 semanas.

Os resultados indicam que os efeitos protetores da cafeína contra os raios ultravioletas, já documentados em estudos precedentes, explicam-se provavelmente pela neutralização da proteína ATR durante o estágio pré-câncer, antes que o tumor da pele se desenvolva totalmente, destacam os cientistas.

Segundo eles, aplicações de cafeína na pele poderiam contribuir para impedir o aparecimento de cânceres. Além disso, a cafeína absorve os raios ultravioleta, agindo como um protetor solar.

O câncer de pele é o mais frequente nos Estados Unidos, com mais de um milhão de novos casos diagnosticados anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

A maior parte não é constituída de melanomas --a forma mais grave-- sendo com muita frequência curável, se o diagnóstico for realizado mais cedo.

Fonte: Correio do Estado(FRANCE PRESSE)

Nem todos os obesos precisam emagrecer, conclui estudo canadense

Indivíduos obesos podem viver tanto quanto os magros e ser menos propensos de morrer de doenças cardiovasculares, conclui um estudo da Universidade de York, em Toronto, Canadá.

A pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Applied Physiology, Nutrition and Metabolism, analisou 6 mil americanos obesos durante 16 anos, comparando o risco de mortalidade deles com o de pessoas dentro do peso.

Segundo a autora Jennifer Kuk, professora assistente da Faculdade de Cinesiologia (área que estuda o movimento) e Ciências da Saúde de York, a descoberta desafia a ideia de que todos os obesos precisam emagrecer.

Na visão da pesquisadora e equipe, tentar perder peso – e falhar – pode ser ainda mais prejudicial do que ficar em um patamar elevado e manter um estilo de vida saudável, com exercícios físicos e dieta balanceada, que inclua frutas e verduras.

O levantamento revelou também que pessoas obesas que não tinham (ou tinham leves) prejuízos físicos, psicológicos e fisiológicos apresentavam um maior peso corporal ao chegar à idade adulta, eram mais felizes com isso e tentaram emagrecer com menor frequência durante a vida. Além disso, eram mais propensas a ser fisicamente ativas e manter uma alimentação equilibrada.

Nova classificação
Para identificar quem deve perder peso, o trabalho usou uma ferramenta recém-desenvolvida na Universidade de Alberta, também no Canadá, chamada de Sistema de Classificação de Obesidade de Edmonton. O método teria se mostrado mais preciso que o tradicional índice de massa corporal (IMC).

A técnica é inspirada em testes que classificam a extensão e a gravidade de outras doenças, como câncer, transtornos mentais e problemas cardíacos. Ela apresenta cinco estágios de obesidade, com base nas duas medições mais usadas: o IMC e a relação cintura-quadril.
O novo sistema considera, ainda, medidas clínicas que refletem as condições médicas do paciente, muitas vezes causadas ou agravadas pela obesidade (como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos).

Repercussão
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, afirma que "a pesquisa comprova o que já se sabia, ao mostrar que a simples perda de peso não aumenta a sobrevida em pacientes cardiovasculares".

Segundo ele, além de implicações cardíacas, o excesso de gordura pode provocar problemas articulares e de refluxo, por exemplo. "O percentual de obesos saudáveis é de 3% a 4% dessa população", aponta.

A endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), destaca que nem todo paciente obeso carrega consigo doenças futuras, como hipertensão, colesterol alto, diabetes, infarto, derrame e trombose.

Na opinião da médica, também não se deve “neurotizar” o emagrecimento, que depende do resultado de exames, do histórico familiar e do IMC do paciente. "Se o indivíduo for obeso mórbido, com IMC acima de 40, pode ter comprometimentos ortopédicos e de movimentos. Tarefas simples como subir escadas, amarrar o sapato e se abaixar se tornam difíceis", diz.

Mas, caso os testes laboratoriais estejam normais, a comida seja variada, com poucas calorias, e a pessoa não beba nem fume, o excesso de peso pode não ser uma preocupação tão grande quanto a de obesos com histórico familiar e outros fatores de risco, ressalta Claudia.

Ela concorda com a parte da pesquisa que sustenta que o efeito sanfona é mais prejudicial do que se manter acima do peso. “É melhor você ficar gordinho e quieto, se os exames estiverem bons, do que nesse ioiô, que muda a composição corporal”, afirma. Isso porque, ao emagrecer, a pessoa perde músculos e gordura e, ao engordar novamente, acrescenta apenas gordura ao organismo. “E aí fica cada vez mais difícil perder esse acúmulo”, explica.

De acordo com o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas e ex-presidente da Abeso, se o indivíduo não tiver problemas metabólicos, cardiovasculares e outros comprometimentos, como apneia do sono, pode ser saudável mesmo acima do peso. Mas é importante sempre passar por uma avaliação médica.

Fonte: (Luna D'Alama) do G1

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Diagnóstico de AVC é negligenciado no público feminino

Reconhecimento dos sintomas na mulher é falho. Deficiência do atendimento é um problema mundial, revelam especialistas

Fator de risco involuntário e imutável, o envelhecimento da população é o primeiro fator a elevar as chances de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Estima-se que no Brasil, segundo o banco de dados do Ministério da Saúde, a cada cinco minutos um brasileiro morra por conta do problema.

Quando não mata, na grande maioria dos casos, incapacita. Segundo pesquisa feita no Hospital São Paulo, 80% dos pacientes que sofreram um AVC não voltam ao trabalho. As sequelas são graves e inviabilizam a qualidade de vida não apenas dos pacientes.

“Se não provoca o óbito do paciente, as limitações matam a vida dos familiares. A maioria dos parentes prefere que o ente querido morra a ter uma vida vegetativa após o incidente”, relata Alexandre Pieri, neurologista vascular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A gravidade da doença, entretanto, além de pouco conhecida, é negligenciada no atendimento de saúde, seja ele público ou privado – dentro e fora do País. A falha passa a ser ainda mais agravante no público feminino, garantem os especialistas.

“É um comportamento similar ao ocorrido com o infarto. O reconhecimento do sintoma da doença já não é imediato, independente do sexo. No público feminino, é um problema ainda maior. Os profissionais não as vêem como alvo do problema e retardam o controle, o tratamento.”

Elas vivem mais

A cada década vivida, o risco para o AVC passa a ser dobrado. A incidência em homens ainda é prevalente, mas após os 80 anos o comportamento do risco inverte. As mulheres assumem o posto de público alvo. Além da alta expectativa de vida desse grupo, a deficiência hormonal de tal etapa influencia no comportamento do AVC.

A genética dobra a chances de Acidade Vascular Cerebral, mas sozinha, não é capaz de internar 170 mil pacientes por hora no Brasil. A prevenção é premissa no controle e requer a manutenção das tradicionais recomendações dos cardiologistas: atividade física, alimentação saudável e controle do colesterol e da diabetes.

Clichês em todos os consultórios médicos, a obesidade, o álcool e o tabaco – este último, responsável por elevar em 600% o risco – o trio bombástico para o coração, também são gatilhos para o AVC.

“Não há recorte de idade para manter uma vida regrada e distante dos fatores de risco opcionais. A doença é mais incidente no público idoso, mas não significa que os jovens estejam blindados”, endossa Dalmo Moreira, eletrofisiologista do Instituto Dante Pazzanese.

Sem ritmo
A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca, e responsável por quintuplicar as chances de AVC. Associada aos demais comportamentos de risco, a matemática é ainda mais certeira.

“É acumulativo: 50% dos pacientes que tiveram um AVC em consequência da fibrilação morrem em um ano. A cada seis derrames, um foi provocado por arritimia.”

O especialista ainda alerta que tal descompasso do coração pode ser silencioso e assintomático. Muitas vezes, a pessoa sente um desconforto, a pulsação irregular, mas quando procura atendimento médico, não consegue comprovar o diagnóstico.

“Checar a pulsação diariamente é uma medida de controle e prevenção, mas é por meio do eletrocardiograma, ou o uso do holter que o profissional conseguirá uma espécie de raio x da frequencia do coração.”

Ficar atento a sintomas como fadiga, cansaço, palpitação, dor no peito, desmaios súbitos e até mesmo o ronco – a apneia do sono é um dos gatilhos para a fibrilação –, ou excesso de atividade física (nível competitivo) também podem minimizar os graves impactos da doença.

Fonte: oriobranco.net

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Iguatu realiza segunda etapa da vacinação contra Poliomielite neste sábado (13/08)

Dia 13 de agosto será realizada no município de Iguatu e em todo o país a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo. Crianças de dois a seis meses recebem o primeiro reforço. Porém, todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas doses no dia 13, durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.

Segundo a Coordenadora de Atenção Básica do Município, Dra. Lana Carina, Iguatu tem uma população de crianças menores de 05 anos equivalente a 7.795 crianças. A meta é vacinar, no mínimo, 95% que corresponde a 7.405 crianças.

As vacinas serão distribuídas em 25 postos, espalhados por todo o município, na zona urbana e rural. O horário de atendimento será das 08h às 17:00h. Para que o Brasil continue na condição de país certificado internacionalmente para erradicação da poliomielite, é preciso que todas as crianças menores de 05 (cinco) anos sejam vacinadas. A primeira etapa foi realizada em 18 de junho e atingiu 100% do público-alvo.

A Poliomielite, ou Paralisia Infantil é uma doença grave causada por um vírus que entra no corpo da criança pela boca e é transmitida de uma pessoa para outra com facilidade. O vírus sai do corpo da pessoa doente principalmente pelas fezes e quando ela tosse, espirra ou fala.

Sarampo
No próximo dia 13, as crianças que forem receber as duas gotinhas contra a pólio também serão vacinadas contra o sarampo. Neste caso, a idade do público a ser vacinado contra o sarampo vai de 1 ano até menores de 7 anos (6 anos, 11 meses e 29 dias), mesmo que a criança já tenha tomado esta vacina anteriormente. O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são: febre, tosse seca, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite.

O Secretário da Saúde do Município de Iguatu, Dr. Joab Soares de Lima, destacou a importância de todos os pais levarem os seus filhos para tomarem as doses de vacinas. “As vacinas contra pólio e sarampo são oferecidas gratuitamente pelo SUS e estão disponíveis durante todo o ano, nos postos de saúde, para a imunização de rotina. Eu e o nosso prefeito Agenor Neto temos tido uma constante vigilancia com os pequeninos e, portanto é fundamental leva-los às campanhas de vacinação, porque elas reforçam a proteção da saúde de todos eles”, finalizou.


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