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quarta-feira, 28 de março de 2012

Alergia a Mofo

Os fungos são um dos alérgenos mais comuns e podem causar diversas doenças em seres humanos – especialmente no aparelho respiratório.

Alguns tipos de fungos, como a Alternaria e o Cladosporium, são comuns ao ar livre, especialmente no outono, quanto o material em decomposição das folhas oferece um excelente meio de proliferação. Em ambientes fechados, predominam os fungos da espécie Aspergillus e Penicillium.

Quais são os sintomas da alergia a mofo?

A alergia a mofo pode se manifestar de 4 maneiras: como um quadro de rinite ou conjuntivite alérgica, como uma crise asma, como sinusite ou na forma de uma micose nos brônquios.

Rinite e Conjuntivite Alérgica

Uma vez que os fungos podem crescer em ambientes fechados (p.ex.: dentro de casa), muitas crianças são expostas a estes alérgenos desde o nascimento.

Ainda não está claro a partir de que idade se desenvolve a alergia ao mofo, mas estima-se que este problema seja a causa de 40% dos casos de rinite alérgica em crianças.

Os principais sintomas da rinite alérgica incluem coriza, sensação de coceira no nariz e nos olhos, espirros, dores de cabeça, desânimo, congestão nasal e tosse.

Os sintomas costumam ser mais severos nas estações mais úmidas e quentes do ano, mas alguns fungos apresentam alta prevalência durante todo o ano.

Não é raro observar crianças que sofrem alergia a mofo e que desenvolvem problemas nas adenóides ou infecções respiratórias recorrentes, como sinusites e otites.

Asma

Os sintomas da asma causada por alergia a mofo se assemelham aos sintomas da asma comum e incluem tosse, chieira e falta de ar. Estas manifestações podem se instalar rápida ou lentamente.

Micose Broncopulmonar Alérgica (MBA)

Esta forma de alergia a mofo se parece com uma pneumonia comum, com tosse com expectoração, falta de ar, chieira, febre baixa (menor que 38.5ºC), dores no corpo e falta de ânimo.

Sinusite Fúngica

A sinusite causada por fungo é mais comum em áreas de clima quente e úmido. Os sintomas incluem dor na face ou na cabeça, sensação de congestão nasal, redução da capacidade olfatória, coriza purulenta, tosse, queimação na garganta, hálito ruim e falta de ânimo.

Que outras doenças podem simular uma alergia a mofo?

Se você leu atentamente o que foi descrito até aqui, pôde perceber que a alergia a mofo possui sintomas pouco específicos e que podem ser relacionados a uma ampla variedade de doenças.

Havendo suspeita de alergia a mofo, seu médico poderá solicitar alguns exames para avaliar a possibilidade de você estar sofrendo de algum outro distúrbio, e não de alergia a mofo.

As principais doenças que podem produzir manifestações semelhantes à alergia a mofo incluem:

Síndromes aspirativas
Asma
Bronquiolite
Bronquite aguda ou crônica
Fibrose Cística
Refluxo gastroesofágico
Pólipos nasais
Infecções virais
Tabagismo passivo
Pneumonia bacteriana
Enfisema Pulmonar
Sarcoidose
Tuberculose
Câncer pulmonar

É preciso realizar algum tipo de exame?

A principal ferramenta para detectar a alergia ao mofo é o exame clínico realizado pelo seu médico. Para complementar este exame, o médico poderá solicitar um Teste Cutâneo com Alérgenos Fúngicos, que consiste em pequenas punções na pele para administração de reagentes fúngicos.

Outros exames, tais como exames de sangue, radiografias, tomografias, rinoscopia, broncoscopia, etc, poderão ser solicitados de acordo com a necessidade.

Como é feito o tratamento?

O mais importante é a educação: o sucesso do tratamento dependerá da compreensão da natureza (quase sempre crônica) da doença e mudança em certos hábitos.

Dependendo da intensidade dos sintomas, pode, ser empregados antihistamínicos e descongestionantes.

Em pessoas com asma alérgica, bombinhas de broncodilatadores, sprays de corticosteróides e outros medicamentos teofilina podem ser indicados.

O que você pode fazer para ajudar?

Além das recomendações do seu médico, existem algumas medidas que você pode tomar por conta própria para reduzir o risco ou os sintomas da alergia a mofo:

- Mantenha a casa seca, arejada e livre de cigarros.

- Conserte vazamentos hidráulicos, evitando a proliferação de fungos.

- Se possível, elimine áreas de vegetação densa em torno da casa.

- O Aspergillus prolifera na matéria em decomposição (p.ex: grama cortada, cercas de madeira, terra de plantas domésticas, folhas caídas, fezes de passarinhos, etc). Mantenha os ambientes livres desse tipo de material.

- Oriente a criança a não brincar com folhas secas, sofás de tecido e tapetes.

- Faça a manutenção preventiva de aparelhos de ar-condicionado (inclusive do seu automóvel), umidificadores e vaporizadores segundo as orientações do fabricante.

- Remover o mofo das superfícies visíveis (p.ex.: banheiro) utilizando agentes fungicidas.
- Remover o mofo das superfícies visíveis (p.ex.: banheiro)
Fonte: Bibliomed

quinta-feira, 15 de março de 2012

Poucos suplementos alimentares funcionam para emagrecer

Pesquisa da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, analisou evidencias cientificas sobre os suplementos alimentares para a perda de peso, e concluíram que a grande maioria deles não funciona.

A pesquisadora Melinda Manore realizou uma revisão de dados experimentais de centenas de suplementos para perda e peso, e os resultados mostraram que não existem evidencias científicas de que qualquer um deles tomado sozinho leve a uma perda de peso significativa. A pesquisa apontou, ainda, que alguns deles podem causar danos à saúde.

Isso não quer dizer que se deve abolir os suplementos, mas, como o próprio nome já diz, eles devem complementar o programa de perda de peso, e não ser apenas o foco desse. Alguns produtos, como o chá verde, as fibras e os suplementos lácteos debaixo teor de gordura, podem levar a uma perda de peso modesta, cerca de dois quilos.

O mais importante é ter em mente que os testes aos quais esses produtos foram submetidos envolvia uma dieta hipocalórica. "Para a maioria das pessoas, a menos que você altere a sua dieta e faça exercícios diariamente, nenhum suplemento terá um grande impacto", disse Manore.

Manore estudou quatro categorias de suplementos: os produtos que bloqueiam a absorção de gordura ou carboidratos (como a quitosana); os estimulantes (que aumentam o metabolismo, como a cafeína e a efedrina); os que alteram a composição corporal diminuindo a gordura (como aqueles a base de ácido linoléico conjugado); e os supressores de apetite (como as fibras solúveis).

Os dados mostraram que alguns desses produtos nunca foram submetidos a ensaios clínicos que examinassem sua eficácia, e aqueles que foram testados levaram a uma perda de peso de menos de 900 gramas em comparação com os grupos que receberam placebos.

“Não existe fórmula milagrosa para perder peso. A combinação atividade física e dieta balanceada é o que funciona. Adicionar fibras, proteínas, cálcio e beber chá verde pode ajudar, mas nenhum deles terá muito efeito a menos que você se exercite e coma frutas e legumes”, finaliza Manore.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 12 de março de 2012

Disfunção Erétil

O que é?

Disfunção erétil é o termo médico para definir a incapacidade de obter uma ereção com rigidez suficiente para a penetração e/ou mantê-la por um período de tempo adequado para a satisfação de ambos os parceiros no ato sexual. É importante entender que ela pode ocorrer mesmo com desejo e orgasmo (ejaculação) presentes.

A disfunção erétil (DE) afeta cerca de dois terços dos homens após os 50 anos de idade, correspondendo entre 10 a 20 milhões de brasileiros.

A maioria dos homens, em algum momento de suas vidas, já experimentou episódios de disfunção erétil, geralmente decorrentes de cansaço, stress ou abuso de álcool. Falhas ocasionais não devem ser supervalorizadas. Porém, se o problema persistir, um urologista deve ser procurado.

Causas

A capacidade de ereção é apenas um dos vários aspectos da função sexual masculina. O ciclo de resposta sexual do homem possui quatro fases principais o desejo, a ereção, o orgasmo e o relaxamento. Cada uma delas pode sofrer alterações distintas.

As causas da DE são divididas em orgânicas, psicogênicas e mistas, podendo ser encontradas com fatores combinados. Problemas orgânicos, como diabetes, câncer, arteriosclerose e lesões neurológicas podem freqüentemente levar a complicações de ordem psicológica, por exemplo. Ela pode ainda ser secundária, e aparecer como a primeira manifestação de diversos distúrbios como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares e insuficiência renal.

A DE de origem psicológica pode se manifestar de várias maneiras, como ejaculação precoce ou retardada, dor ao ejacular e a própria impotência. Pode haver ainda perda da libido (desejo sexual), falta de orgasmo e fobias (medos) sexuais; tudo isso por ansiedade, depressão ou culpa. Um indivíduo que tem uma experiência desagradável, como a perda da ereção ao fazer sexo ou uma ejaculação muito precoce, tende a, na próxima relação, relembrar tais "fracassos", tornando-se ansioso. Isso propicia a uma nova falha, criando um círculo vicioso.

As causas orgânicas são subdivididas de acordo com a etiologia. As vasculogênicas são as mais prevalentes, especialmente as alterações de fluxo arterial, arteriosclerose e trauma (levando a lesões nos vasos sanguíneos). Anormalidades do fluxo venoso são menos comuns. As causas neurogênicas são a neuropatia diabética, esclerose múltipla, abuso de álcool, trauma medular e lesão de nervos por prostatectomia radical (cirurgia de retirada da próstata). Já as causas hormonais são o hipoandrogenismo primário ou secundário (distúrbios dos hormônios masculinos).

A DE pode ocorrer ainda, por uso e abuso de drogas como maconha, álcool, heroína, cocaína, barbitúricos, antidepressivos.

Distúrbios associados

A DE apresenta vários fatores de risco como: idade avançada; diabetes; hipertensão arterial; doenças vasculares periféricas; doenças neurológicas; doenças endócrinas; traumatismos da medula espinhal; cirurgias pélvicas radicais; radioterapia; alcoolismo; tabagismo; consumo de maconha e/ou cocaína; uso de anti-hipertensivos, tranqüilizantes e psicotrópicos; problemas de relacionamento com a parceira; stress; ansiedade e medo de falhar; depressão; personalidade obsessivo-compulsiva; desvios sexuais.

Diagnóstico

Os objetivos da avaliação inicial do paciente são determinar a causa provável da DE e identificar fatores orgânicos ou psicológicos associados que possam influenciar a conduta terapêutica.

A entrevista médica detalhada é o fator mais importante na avaliação do paciente com este problema. A anamnese deve identificar a duração, progressão e gravidade da DE, bem como fatores associados.

Uma vez identificado um problema no desempenho sexual do paciente, o passo seguinte é diferenciá-la de outros problemas sexuais, tais como perda da libido e distúrbios ejaculatórios.

O exame físico visa avaliar a saúde do paciente, com particular atenção aos sistemas cardiovascular, neurológico e geniturinário, devido à sua contribuição na ereção. A avaliação neurológica deve incluir uma percepção do estado de ansiedade ou depressão do paciente. Já a avaliação genital é direcionada para detecção de anormalidades locais.

Alguns exames laboratoriais são básicos para identificar distúrbios que podem resultar em DE.

Tratamento

Nos casos de DE psicogênica, a psicoterapia é indicada. Vários fatores devem ser avaliados pelo urologista e se possível, por especialista na área de psicologia ou psiquiatria. Fatores como problemas físicos, psiquiátricos, psicológicos, relacionamento conflituoso com a parceira e inadequação sexual devem ser abordados com o casal.

Injeções penianas foram o primeiro método eficiente e objetivo, com pouco ou nenhum efeito colateral, com melhora significante da ereção, mesmo nas DE graves e orgânicas. Tinham como principal complicação, as ereções dolorosas. Apresentavam também a desvantagem de limitação do tempo das ereções e limitação de freqüência das aplicações (3 vezes por semana). Este método tende a ser abandonado com o avanço da tecnologia.

Com o avanço do tratamento, alguns medicamentos orais encontram-se disponíveis no mercado. São eles:

- Viagra (Sildenafil), do laboratório Pfizer: age no pênis, relaxando a musculatura e aumentando o aporte de sangue para a região. Eficiente em casos de impotência parcial, propiciando ereção de 40 a 60 minutos depois da ingestão do medicamento, com estimulação do pênis. Seu efeito pode durar até seis horas.Tem como reações colaterais dores de cabeça, congestão nasal, dispepsia e rubor facial. Pacientes cardíacos, principalmente em tratamento com drogas à base de nitratos (Sustrate, Monocordil, Isordil, Nitradisc, Nitroderm TTS, Isocord, Isossorbida, Tridil) não podem tomar este medicamento.

- Uprima (Apomorfina), do laboratório Abbott: age no sistema nervoso central, facilitando a condução dos estímulos sexuais do cérebro até o pênis. Gera ereção 10 a 20 minutos depois da administração oral sublingual. Pode causar dor de cabeça, náuseas, tonteiras, desmaio e rubor facial, mas pode ser utilizado por pacientes cardíacos.

- Cialis (Tadalafila), fabricado pelo laboratório Eli Lilly: age diretamente no pênis, inibindo a enzima fosfodiesterase. Leva à ereção em 30 minutos, e a mantém por até 36 horas. Pode provocar dor de cabeça, intolerância gástrica, congestão nasal, dor nas costas, dor muscular, tonteira e rubor facial. Assim como o Viagra, não pode ser utilizado por cardíacos em uso de nitratos.

- Levitra (Vardenafil), da Bayer e Glaxo: também atua direta e seletivamente no pênis, inibindo a enzima fosfodiesterase, com menos efeitos colaterais (dor de cabeça, rubor facial e coriza). Leva à ereção em 15 minutos, e a mantém por até 8 horas. Assim como o Viagra e o Cialis, não pode ser utilizado por cardíacos em uso de nitratos. Uma das principais vantagens é o preço mais acessível e o fato de ser comercializado em embalagens unitárias.

Apesar dos tratamentos medicamentosos citados, alguns pacientes podem não se adaptar e necessitar de tratamento com dispositivos mecânicos, como dispositivos de ereção a vácuo ou próteses penianas infláveis ou maleáveis. Outros podem necessitar de cirurgia vascular para reparar as artérias que abastecem o pênis de sangue, em casos específicos.

Como a disfunção erétil pode ter várias causas, tem vários tratamentos que agem por diferentes mecanismos, com contra-indicações específicas, um urologista deve ser sempre consultado.

Fonte: Bibliomed, Inc.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Assaduras em bebês

A dermatite das fraldas ou assadura é a dermatite mais comum da infância, com prevalência de até 35% nos primeiros 2 anos de vida, triplicando em bebês com diarréia. Bebês em fase de aleitamento apresentam uma incidência ligeiramente menor, possivelmente devido à natureza menos ácida de sua urina e fezes. Alguns estudos calculam que a dermatite das fraldas seja responsável por cerca de 20% das consultas ao Pediatra".

Introdução

O termo dermatite das fraldas (DF) é utilizado para descrever diversas alterações inflamatórias da pele que podem ocorrer na área coberta pelas fraldas. As assaduras se caracterizam por vermelhidões nas nádegas, coxas e região genital do bebê e já tiraram o sono de muitas mães. Podem se relacionar direta ou indiretamente às fraldas em si, alergia ao sabão usado para lava -las, sapinho (ou miliária), ou infecção bacteriana da pele.
Em boa parte das crianças, não é possível determinar a exata etiologia das assaduras. A alteração pode resultar de uma combinação de fatores que têm inicio com a exposição prolongada às secreções (fezes e urina) contidas nas fraldas.

Exame da criança

O diagnóstico é essencialmente clínico. É importante registrar o início, a duração e os sintomas associados às assaduras. Antecedentes recentes como diarréia e uso de antibióticos assim como o tipo de fralda mais utilizado, também devem ser pesquisados.

A assadura comum, a miliária (aparece quando o bebê é agasalhado em excesso) e o intertrigo (ocorre quando as dobrinhas do bebê não são secas com cuidado, desenvolvendo uma irritação local, principalmente em pescoço, dobras de braços e dobras das coxas) em geral ocorrem após um episódio de diarréia e são exacerbados pelo uso de sabonetes. As margens da vermelhidão são pouco definidas. Algumas crianças podem apresentar elevações da pele e até mesmo bolhas superficiais. O quadro em geral desaparece cerca de 3 dias após o início de cuidados higiênicos mais diligentes.

Deve-se suspeitar de dermatite por Candida ou monilíase (conhecido popularmente como sapinho, que também pode acometer os genitais) naqueles pacientes cuja vermelhidão dura mais de 3 dias, apesar dos cuidados apropriados. Além disso, o rash da Candida é mais doloroso, provocando choro quando a criança urina, defeca e à troca das fraldas. Em alguns pacientes, existe relato de antibioticoterapia prévia recente. A assadura, embora irrite muito a pele e deixe toda a região avermelhada, é facilmente distinguível, para o médico, da monilíase, já que está última também apresenta lesões chamadas de "satélites" que são pontinhos separadas da grande região avermelhada central.

Quando concomitantemente o bebê apresenta sapinho na mucosa da boca, torna-se mais fácil o diagnóstico de monilíase, já que estes dois tipos de acometimento geralmente aparecem associados.

A assadura, secundária à infecção bacteriana, costuma estar associada à febre, drenagem purulenta e ínguas. É pouco freqüente e se instala sempre depois de um quadro muito prolongado de assadura, sem nenhum tratamento e também naquelas crianças que têm baixa de resistência

A dermatite atópica costuma apresentar coceira intensa. Ao exame físico, observa-se lesão avermelhada e de limites pouco definidos. A pele pode ser apresentar muito ressecada nos casos mais crônicos.

O diagnóstico clínico de escabiose ou sarna, freqüentemente não representa um desafio. As lesões vesiculares típicas possuem inicio abrupto, coçam muito e em geral existe uma história de contato com pessoas contaminadas.

Tratamento

Inicialmente deve-se intensificar os cuidados higiênicos (p.ex: aumentar a freqüência da troca de fraldas, manter a região o mais seca possível, preferir fraldas descartáveis superabsorventes e mais folgadas, deixar a região descoberta e exposta o máximo de tempo possível ao longo do dia, etc).

Outro cuidado recomendado é com a lavagem das roupas do bebê, que devem ser enxaguadas diversas vezes para não deixar nada de sabão. O sabão preferido para fraldas e roupas é o sabão de coco, por ser mais neutro. Amaciantes podem ser usados em pequena quantidade, se tiverem pouco perfume e o bebê não apresentar alergia a eles.

Para minimizar o contato da urina e das fezes com a pele, podem ser empregados cremes de barreira (p.ex: pasta de óxido de zinco, aplicada no local pelo menos 4 vezes ao dia). Em alguns poucos casos, pode-se empregar cremes à base de corticóides, mas nunca por mais de duas semanas e sempre com indicação médica.

Havendo suspeita de candidíase, indica-se pomadas à base de nistatina, miconazol ou cetoconazol. Estas pomadas devem ser aplicadas na área de dermatite, a cada troca de fraldas. Caso o bebê apresente também sapinho na boca, este deve ser concomitantemente tratado com nistatina ou outros antifúngicos locais.

Para infecções bacterianas leves, indica-se agentes tópicos (p.ex: bacitracina). Infecções mais severas podem ser tratados com antibióticos de amplo espectro

Conclusão

A dermatite das fraldas em geral é fácil de ser diagnosticada e tratada, mas deve-se sempre ter em mente alguns diagnósticos diferenciais importantes para não incorrer em equívocos. A maioria dos casos resolve completamente após alguns dias, com a melhora da higiene local. A candidíase pode consumir várias semanas de tratamento, para observar algum progresso nos pacientes com candidíase.
Fonte: Bibliomed

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Obesos sentem mais dor

Um novo estudo pode indicar mais um efeito negativo para a obesidade. Pesquisadores acompanharam mais de um milhão de pessoas e descobriram que quem está acima do peso tem sensações mais intensas de dor.

O estudo avaliou os participantes de acordo com seus índices de massa corporal, dividindo-os em grupos: peso normal, sobre preso e três grupos de diferentes níveis de obesidade.

Quando comparados aos participantes de peso normal, pessoas com sobrepeso tinham chances 20% maiores de reportarem terem sentido dores no dia anterior, sendo que obesos de nível um tinham chances 68% maiores, de nível dois 136% e de nível três 254%.

Os pesquisadores observaram condições crônicas que poderiam causar dores aos participantes, mas elas não foram as únicas responsáveis pela relação estabelecida no estudo entre obesidade e dor. De acordo com os pesquisadores, a obesidade pode causar processos fisiológicos que resultem em inflamações, causando dor. Outra possibilidade é a depressão, uma doença que também é associada à dor.

“Nossos resultados confirmam e estendem estudos anteriores (feitos) sobre a ligação entre obesidade e dor”, diz o pesquisador Arthur Stone.

O estudo foi publicado online na edição de janeiro do periódico Obesity.
Fonte: Live Science

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ESPI: Curso de Aperfeiçoamento em Atenção à Saúde da Mulher no Ciclo Gravídico Puerperal

A Escola de Saúde Pública de Iguatu em cooperação Técnica com a Escola de Saúde Pública do Ceará iniciou no último dia 04 de fevereiro o "Curso de Aperfeiçoamento em Atenção à Saúde da Mulher no Ciclo Gravídico Puerperal para Auxiliares e Técnicos de Enfermagem que atuam em Maternidades da Região Centro Sul".

O objetivo deste curso é contribuir para a redução da mortalidade materna e neonatal como consequencias dos agravos que acometem a saúde da mulher e da criança no ciclo gravídico puerperal, por meio da capacitação da equipe de enfermagem.A previsão para a conclusão deste curso será dia 28 de julho do corrente ano. As aulas são ministradas nos dias de sábado, aqui na ESPI. A turma é composta por trinta alunos, com aulas teóricas e carga horária total de 180 horas.

Novos cursos ainda estão previstos para este ano. Em breve disponibila-se calendário.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Clareamento Dental: Saiba Como Perder o Sorriso Amarelo

"Com o passar dos anos, os nossos dentes vão escurecendo e cada vez mais ficamos com aquele sorriso amarelo. Um problema que tem solução. Com o clareamento dental o paciente pode perder o sorriso amarelo recuperando a cor natural dos dentes."

Introdução

Mais do que uma limpeza profunda dos canalículos do dente, ele pode ser realizado em consultório ou em casa com um gel, normalmente produtos a base de carbamida. O dentista faz uma moldeira que cobre somente a superfície dental com o gel oxidante que penetra no dente e após algum tempo retira toda a sujeira acumulada.

Com o passar dos anos, os nossos dentes vão escurecendo e cada vez mais ficamos com aquele sorriso amarelo. Um problema que agora já tem uma solução – o clareamento dental.

Mais do que uma limpeza profunda dos canalículos do dente, ele pode ser realizado em consultório ou em casa com um gel, normalmente produtos a base de carbamida. O dentista faz uma moldeira que cobre somente a superfície dental com o gel oxidante que penetra no dente e após algum tempo retira toda a sujeira acumulada.

O tempo de permanência da moldeira nos dentes, dependerá de cada caso. Em consultório, usa-se geralmente de 30 a 40 minutos e são realizadas de três a quatro sessões com intervalo de cinco dias. Em casa, utiliza-se durante toda noite e algumas horas durante o dia.

O tratamento dura de sete a dez dias, podendo variar dependendo do grau do escurecimento. A duração do resultado final depende dos hábitos alimentares e de higiene de cada pessoa. Geralmente, o clareamento deve ser feito uma vez por ano. Os dentes podem voltar a escurecer novamente, porém nunca como eram antes do tratamento.

Escurecimento

Vários fatores podem provocar o escurecimento dos dentes. As causas mais comuns são os tratamentos de canal ou endodônticos, a ingestão de alimentos muito corantes como refrigerantes, café, vinho tinto, chocolate, legumes e verduras e ainda, o cigarro.

Os dentes possuem vários canalículos que são prolongamentos do próprio nervo; como eles são vazios, tudo o que você come se acumula neles. Por causa dos corantes, os dentes escurecem gradativamente.

Para amenizar o efeito de produtos corantes nos dentes é preciso evitar a ingestão em excesso de alguns alimentos como o café, chocolate e o refrigerante.

Prefira os produtos naturais aos industrializados e faça uma boa escovação dos dentes logo após as refeições. Além disso, é preciso lembrar que a limpeza é muito importante e deve ser regular, pois através dela se retira o tártaro, a placa bacteriana e as manchas de nicotina do esmalte.

Já o clareamento só faz a limpeza interna dos dentes. A recomendação dos dentistas é que se faça primeiro a limpeza, para que os dentes fiquem em condições de proporcionar um clareamento mais eficaz.

Outro ponto que deve ser lembrado é que o clareamento não funciona nos dentes com restaurações e próteses. Geralmente após o clareamento, é possível que o paciente necessite trocar algumas restaurações estéticas ou próteses que podem ficar mais escuras que os dentes sadios.

Alerta

Como o clareamento dental é um processo químico, os odontologistas não recomendam fazer sem a orientação de um profissional. O uso indiscriminado de produtos vendidos por telefone pode trazer problemas como hipersensibilidade e enfraquecimento dos dentes e ainda danos à gengiva, já que as moldeiras que acompanham os produtos são comerciais (isto é, não são completamente adequadas ao formato de sua arcada dentária).

Os especialistas ratificam que este tipo de tratamento só deve ser feito quando recomendado por um profissional experiente. Para que o tratamento seja seguro e efetivo, é preciso usar somente os produtos indicados pelo seu dentista, que normalmente têm a aprovação da Food and Drug Administration (FDA) e da American Dental Association (ADA).

Por isso, é muito importante respeitar as orientações dos fabricantes e do seu dentista.

Para ter uma durabilidade maior do tratamento, o paciente deve tomar uma série de medidas fundamentais, como evitar fumar durante o tratamento, alimentos e bebidas que provoquem o escurecimento dos dentes; manter uma boa escovação; durante o tratamento; aguardar pelo menos uma hora antes de fazer as refeições e seguir corretamente as orientações do seu dentista.
Fonte: Bibliomed

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Toxina pode aumentar infecções do trato urinário

Pesquisa realizada na Universidade de Utah, nos Estados Unidos, identificou um processo através do qual os tipos mais comuns de bactérias do trato urinário causam a infecção em células da bexiga.

Publicado na revista Cell Host & Microbe, o estudo mostrou que a alfa-hemolisina, uma toxina secretada por muitas cepas de E. coli, pode desempenhar um papel importante e inesperado durante o estabelecimento e persistência das infecções do trato urinário.

A equipe de pesquisa foi coordenada pelo professor associado de patologia Matthew Mulvey, que explica que ele e seus colegas encontraram uma associação entre infecção de células da bexiga por uropathogenic E. coli, bactérias que causam infecções agudas e crônicas no trato urinário, que levou à degradação de uma proteína chamada paxilin, que ajuda na adesão celular.

É justamente a degradação da paxillin, estimulada pela alfa-hemolisina, que causa o aumento da ativação da proteína de degradação pela enzima mesotrypsin. Mulvey ressalta que a alfa-hemolisina em si não age para quebrar a paxillin, mas aumenta a degradação por mesotrypsin.
Fonte: UPI

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sinusite

"A sinusite é uma doença caracterizada por inflamação dos seios da face. Mas o que é isso? Os seios da face são cavidades ósseas presentes nos ossos da face que possuem várias funções, como auxiliar na formação da voz, aquecimento do ar inspirado e diminuição do peso do crânio."

Introdução

As células que revestem essas cavidades produzem muito muco e possuem cílios que são responsáveis por fazer a limpeza das mesmas, evitando que as secreções acumulem no seu interior. Qualquer fator que altere a drenagem dessas secreções e provoca a inflamação da mucosa, facilitando a ocorrência de infecção, representa um fator predisponente à sinusite.

As sinusites podem ser subdivididas em dois grupos: agudas e crônicas.

Sinusite Aguda

A principal causa da sinusite aguda é a infecção viral associada ao resfriado comum, sendo chamada de rinossinusite viral. Apenas em poucos casos ocorre infecção secundária por bactérias. A rinossinusite viral que não apresenta complicações resolve-se sozinha em um período médio de 7 dias. Da mesma forma, a sinusite bacteriana aguda também cura-se espontaneamente na grande maioria dos casos, em até um mês. Porém, a doença bacteriana está associada a maior incômodo e à ocorrência de complicações, como o desenvolvimento de sinusite crônica.

A sinusite aguda começa subitamente e os seus sintomas incluem congestão nasal, secreção nasal com pus, desconforto dentário na arcada superior, redução da sensação do olfato ("cheiros"), dor na face ou sensação de peso que piora quando o rosto é abaixado. Em alguns indivíduos com doença bacteriana, pode ocorrer o desenvolvimento de inchaço e vermelhidão no rosto. Neles, a febre é bastante comum. Outros sintomas são cansaço, coriza, tosse, dores musculares e perda do apetite. Assim, caso esteja presente qualquer um desses sintomas, o médico deverá ser procurado imediatamente.

Geralmente, o médico faz o diagnóstico apenas pelo quadro clínico, não sendo necessária à realização de exames. O exame de raios-X pode não mostrar alterações em alguns casos da doença. O melhor exame é a tomografia computadorizada, mas é caro e demorado, apresentando por isso limitações na sua solicitação. O exame será pedido para aquelas pessoas com quadros mais graves e nos quais o médico suspeita que a doença esteja se espalhando para outros locais além dos seios da face.

O tratamento da rinossinusite viral é direcionado à melhora dos sintomas, como a congestão nasal, a tosse, a dor de cabeça e o mal-estar. Podem ser usados os antialérgicos associados ou não aos antiinflamatórios e os descongestionantes nasais. Caso após 10 dias os sintomas não tenham desaparecido, indica-se o uso de antibióticos, na suspeita de infecção bacteriana.

Sinusite Crônica

A sinusite crônica é uma doença bastante comum, que afeta de maneira importante à qualidade de vida do indivíduo portador. É definida como uma inflamação da mucosa nasal e dos seios paranasais que dura pelo menos 12 semanas consecutivas.

Os sintomas são basicamente os mesmos da sinusite aguda, embora o cansaço seja mais comum na crônica e a febre e os sintomas de mal-estar sejam mais comuns na aguda. Os sintomas mais comuns de sinusite crônica são a sensação de peso na face, a cefaléia, a congestão nasal e a coriza, com eliminação de secreção nasal para a faringe (sensação de secreção escorrendo na garganta).

O diagnóstico é semelhante ao da aguda, porém o uso da tomografia computadorizada é mais indicado. Os exames de laboratório são desnecessários na grande maioria dos casos. Nos casos mais complicados, o paciente deve ser encaminhado a um otorrinolaringologista.

A alergia nasal é um importante fator predisponente para a sinusite crônica, sendo que existem alguns exames disponíveis que podem ser usados nos pacientes em que o médico suspeitar de rinossinusite alérgica.

O tratamento é feito com o uso de antibióticos, descongestionantes nasais, irrigação nasal (com soro fisiológico, por exemplo) e uso local de esteróides. Em alguns casos, podem ser usados os antialérgicos e os agentes mucolíticos (que ajudam a eliminar as secreções). Caso a obstrução à drenagem da secreção não consiga ser revertida pelo uso desses medicamentos, pode-se indicar a cirurgia.

Recomendações

- Como o mais importante é facilitar a eliminação de secreções, evitando a obstrução da drenagem dos seios da face, recomenda-se que, na vigência de gripes, resfriados e alergias, a ingestão de líquidos seja aumentada (pelo menos 2 litros ao dia). Pode-se também gotejar 2 a 3 gotas de solução salina (soro caseiro) nas narinas, várias vezes ao dia.

- A eliminação dessas secreções pode ser facilitada também pela inalação vapor de água quente, solução salina.

- Evitar locais com ar refrigerado. Esses aparelhos favorecem o ressecamento das mucosas, dificultando a drenagem de secreção, e possibilitam a disseminação de microorganismos.

- Caso detecte algum dos sintomas mencionados, procure um médico imediatamente. O tratamento adequado realizado precocemente evita a ocorrência de complicações e a evolução para sinusite crônica.

- Medidas de controle da alergia também ajudam a evitar o desenvolvimento de sinusite.
Fonte: Bibliomed, Inc.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Medicamentos para o colesterol poderiam ser eficazes no tratamento do câncer de mama

Estatinas, uma classe popular de medicamentos usados para baixar o colesterol, parecem manter o câncer de mama sob controle em alguns pacientes. Agora, pesquisadores da Universidade de Columbia, em artigo publicado na edição de 20 de janeiro da revista Cell, fornecem pistas sobre como as estatinas poderiam produzir os benefícios inesperados. As descobertas também sugerem que as mutações em um único gene poderiam ser usadas para identificar tumores com probabilidade de responder ao tratamento com estatinas.

A pesquisa envolveu o supressor de tumor p53, o qual age para regular muitos aspectos da proliferação celular, geralmente colocando um “freio” no crescimento descontrolado. Mais da metade de todos os cânceres humanos apresentam mutações no gene p53. Muitas destas mutações não simplesmente interrompem a função normal de p53, dotando o p53 com novas funções que promovam, em vez de inibir, a formação de câncer.

Segundo os autores do experimento, ao estudar as células cancerosas cultivadas em um sistema artificial que se assemelha a estruturas tridimensionais no tórax humano, os pesquisadores descobriram que as células carregando o p53 mutante crescem de forma desordenada e invasiva, característica do câncer de mama humano. Quando os pesquisadores baixaram os níveis do p53 mutante, as culturas de células tiveram evolução mais normal.

Quando as células p53 mutantes foram tratados com estatinas, elas pararam o seu crescimento desorganizado invasivo, e, em alguns casos, até mesmo morreram.

Conforme os próprios autores declaram, este é um trabalho ainda experimental, e mais estudos, inclusiveclínicos, seriam necessários para se chegar a uma conclusão definitiva.
Fonte: Bibliomed
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